A capacidade aérea da América Latina avança em ritmo moderado em novembro, mas o movimento ocorre de forma desigual entre os diferentes modelos de companhia. As empresas tradicionais ampliaram a oferta de assentos em 2,4% na comparação anual, enquanto as low costs reduziram a capacidade em 1,2%, segundo dados da OAG.
Ao todo, a região conta com 51,4 milhões de assentos programados para novembro, crescimento de 1,1% em relação aos 50,8 milhões registrados no mesmo mês de 2025. As companhias de baixo custo respondem por 18,1 milhões de lugares, cerca de 35% da capacidade latino-americana, enquanto as empresas tradicionais concentram os outros 65%.
O desempenho também varia conforme o mercado. A oferta doméstica cresce 1,8%, enquanto a internacional avança apenas 0,3%, totalizando 23,1 milhões de assentos fora dos mercados nacionais.
Brasil amplia oferta acima da média regional
Maior mercado aéreo da América Latina, o Brasil soma 12,4 milhões de assentos neste mês, alta de 4,4% na comparação anual. Somente nas operações domésticas, são 10,9 milhões de lugares, com acréscimo de 452,5 mil assentos, ou 4,3%, sobre novembro de 2025.
Entre as dez maiores companhias da região, a Copa Airlines registra o crescimento percentual mais elevado, de 11,8%, chegando a 1,89 milhão de assentos. A Azul aparece em seguida, com avanço de 7,9% e 3,32 milhões de lugares.
A Latam permanece como a maior companhia da América Latina em capacidade, com 9,09 milhões de assentos, crescimento de 5,8%. A Aeromexico avança 5,9%, enquanto a Avianca cresce 2%.
Na direção contrária, a Gol reduz a oferta em 1,8%, para 3,61 milhões de assentos. Entre as low costs, a Viva Aerobus apresenta retração de 3,3%, com 96,4 mil lugares a menos, e a Volaris registra queda de 0,7%. A JetSmart mantém expansão de 2,2%.
Europa e voos regionais ganham espaço
A distribuição internacional da capacidade também revela mudanças. A América do Norte continua como principal mercado externo da região, com 12,75 milhões de assentos, mas perde 262,2 mil lugares e recua 2% em relação ao ano passado.
Em sentido contrário, as ligações dentro da própria América Latina crescem 2,9%, para 6,47 milhões de assentos. A oferta para a Europa aumenta 3,7%, chegando a 3,54 milhões.
Entre os aeroportos, Bogotá lidera a região, com 2,56 milhões de assentos, seguido por Guarulhos, com 2,37 milhões. Congonhas também aparece entre os dez maiores, na sexta posição, com 1,31 milhão de lugares, enquanto o Galeão ocupa a décima colocação, com 970 mil.









