Uma missão de inovação organizada pela Embratur na China terminou com a assinatura de três memorandos de entendimento entre startups brasileiras de turismo e organizações do mercado chinês. A Expedição Tech: Comitiva EmbraturLAB na China ocorreu entre 15 e 23 de outubro e visitou Xangai, Hangzhou e Shenzhen, em parceria com o Brasil Center Shanghai. As empresas iFriend, SmartTalks.ai e Binamik participaram da formalização dos acordos, que pretendem estimular a cooperação tecnológica, a troca de conhecimentos e a criação de oportunidades comerciais entre os dois países.
Ao longo da programação, a comitiva conheceu iniciativas chinesas relacionadas a destinos turísticos inteligentes, inteligência artificial, internet das coisas, robótica e análise de dados. As visitas proporcionaram contato com soluções utilizadas na administração das cidades e na prestação de serviços a moradores e turistas. A proposta é avaliar quais tecnologias podem ser adaptadas à realidade brasileira para melhorar a experiência dos visitantes, aperfeiçoar a gestão dos destinos e desenvolver novas estratégias de promoção turística internacional.
A aproximação com o ecossistema tecnológico chinês acontece em um período de crescimento do turismo internacional no Brasil. Entre janeiro e agosto de 2026, o país recebeu mais de 6,4 milhões de visitantes estrangeiros e registrou US$ 7,4 bilhões em receitas provenientes de viagens internacionais. No mesmo intervalo, o mercado chinês contabilizou 113.228 chegadas ao território brasileiro, resultado 73,3% superior ao observado nos oito primeiros meses de 2025. O desempenho evidencia o potencial de expansão das relações turísticas entre os dois mercados.
A expedição também representa um avanço na estratégia de internacionalização do EmbraturLAB, laboratório de inovação da Agência. Atualmente, a iniciativa possui mais de 700 startups brasileiras mapeadas e desenvolve atividades relacionadas à aceleração de empresas, investimentos e aproximação com parceiros internacionais. A missão à China integra esse movimento e abre possibilidades para que soluções tecnológicas nacionais encontrem novos mercados, especialmente no continente asiático.
Roberto Gevaerd, diretor de Gestão e Inovação da Embratur, destaca a importância do contato direto com centros internacionais de desenvolvimento tecnológico para a modernização do turismo brasileiro. “Conhecer a fundo o ecossistema tecnológico chinês é fundamental para impulsionar a inovação e o desenvolvimento tecnológico no Brasil e na própria Embratur. Estar presente nesses polos nos permite estabelecer parcerias estratégicas, absorver novas tecnologias e gerar oportunidades práticas que transformam a gestão dos nossos destinos e a experiência do turista”, afirmou.
Parcerias aproximam startups brasileiras de mercados internacionais
A participação de empresas brasileiras em ambientes internacionais de inovação faz parte da estratégia da Embratur para incorporar novas tecnologias à atividade turística. A aproximação com instituições chinesas busca facilitar o desenvolvimento de soluções para destinos inteligentes, ferramentas de inteligência artificial e serviços digitais destinados aos visitantes. Os acordos também representam uma oportunidade para as startups participantes estabelecerem relações comerciais e ampliarem sua atuação fora do Brasil.
Como desdobramento da viagem, o EmbraturLAB pretende publicar um relatório com as principais tendências e soluções tecnológicas identificadas durante as visitas. O documento deverá reunir conhecimentos adquiridos pela comitiva e disponibilizar informações a outras empresas brasileiras do setor. A iniciativa busca estimular o intercâmbio de experiências, identificar possibilidades de aplicação das tecnologias no país e apoiar novos projetos de inovação voltados ao turismo.
Brasil Center China apoia cooperação entre os dois países
Parceiro da Embratur na organização da expedição, o Brasil Center China atua na aproximação de empresas, instituições e organizações brasileiras e chinesas. A entidade oferece suporte a iniciativas de cooperação comercial, científica e tecnológica, além de desenvolver projetos destinados à internacionalização de negócios. Sua participação na missão contribuiu para conectar as startups brasileiras a organizações do ecossistema de inovação chinês e facilitar o estabelecimento de novas relações institucionais.









