Fernando de Noronha libera banho na piscina natural da Praia da Atalaia

Atrativo estava fechado para mergulho desde agosto devido ao acúmulo de areia; acesso à água dependerá das condições do mar e de avaliação diária

Maurício Herschander
Maurício Herschander
Repórter - E-mail: mauricio@brasilturis.com.br

A piscina natural da Praia da Atalaia, localizada no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (PE), voltou a receber visitantes para banho na segunda-feira (2). A atividade estava suspensa desde 3 de agosto devido ao acúmulo natural de areia no local. Durante os três meses de restrição, turistas e moradores tiveram acesso à área apenas para contemplação da paisagem, sem autorização para entrar na água.

De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela administração da unidade de conservação, a retomada ocorre de maneira gradual. A autorização para mergulho será definida diariamente, conforme as condições do mar e a avaliação do monitor responsável. Os visitantes receberão a informação sobre a possibilidade de banho ao chegar ao atrativo.

O acesso à Praia da Atalaia exige agendamento prévio pelo site do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha. Para entrar na piscina natural, os turistas devem utilizar obrigatoriamente colete salva-vidas, máscara e snorkel. O uso de protetor solar é proibido para proteger o ambiente marinho. Informações adicionais podem ser obtidas pelo WhatsApp (81) 99453-2674.

Características da piscina natural

A piscina da Praia da Atalaia apresenta pouca profundidade, com aproximadamente 80 centímetros em determinados trechos. A deposição natural de areia no fundo reduz ainda mais a lâmina de água, fator que contribuiu para a suspensão temporária das atividades de mergulho.

O ambiente abriga areia originada de organismos marinhos, além de algas conhecidas como turf e colônias de corais da espécie Siderastrea, popularmente chamadas de coral-estrela. Esses elementos integram o ecossistema da piscina e exigem cuidados específicos durante a visitação.

Segundo especialistas, o excesso de areia depositado sobre algas e corais pode aumentar a vulnerabilidade desses organismos e comprometer o equilíbrio ambiental. O contato dos visitantes com o fundo da piscina, especialmente ao pisar nas formações naturais, também representa risco de danos ao ecossistema.

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