O Reino Unido ampliou o acesso aos portões eletrônicos de imigração sem contato para viajantes estrangeiros que já utilizavam o controle automatizado de fronteiras. A atualização, anunciada pela Força de Fronteira britânica na terça-feira (3), permite que passageiros de países como Estados Unidos, Canadá, Japão e integrantes da União Europeia realizem a identificação por reconhecimento facial, sem precisar inserir o passaporte no equipamento.
A funcionalidade começou a ser implementada em outubro, inicialmente para cidadãos britânicos. Com a ampliação, passa a atender outras nacionalidades elegíveis, sem alterar os requisitos de entrada no país ou as regras de utilização dos portões eletrônicos convencionais.
A mudança está disponível, por enquanto, em um número limitado de equipamentos nos aeroportos de Birmingham e East Midlands. A previsão das autoridades britânicas é estender a tecnologia a outros 11 aeroportos, incluindo Heathrow, Gatwick, Manchester, Stansted e London City, com o objetivo de ampliar sua presença até o início de 2027.
Reconhecimento facial substitui leitura física do passaporte
Nos portões habilitados, o sistema captura uma imagem do rosto do passageiro e a compara com informações de identidade, passaporte e situação migratória previamente disponíveis às autoridades britânicas.
Quando a verificação é concluída com sucesso, o viajante pode atravessar o controle de fronteira sem precisar posicionar o documento no leitor. O procedimento, entretanto, não elimina a fiscalização migratória nem dispensa a apresentação do passaporte quando solicitada.
Caso o sistema identifique a necessidade de verificações adicionais, o passageiro poderá ser encaminhado ao procedimento convencional ou ao atendimento de um agente de imigração.
Para utilizar os portões eletrônicos, é necessário possuir passaporte biométrico, ter pelo menos oito anos de idade e altura mínima de 1,20 metro. Crianças e adolescentes entre oito e 17 anos devem estar acompanhados por um adulto.
Brasileiros não estão incluídos na ampliação
A atualização contempla cidadãos de países que já tinham acesso aos eGates convencionais, como Austrália, Canadá, Estados Unidos, Japão, Nova Zelândia, Singapura, Coreia do Sul, Suíça, Islândia, Liechtenstein, Noruega e países da União Europeia, com exceção da Irlanda.
Os brasileiros não estão entre as nacionalidades contempladas pelo novo procedimento sem contato. Portanto, a mudança não representa uma ampliação automática do acesso aos portões eletrônicos para passageiros com passaporte brasileiro.
O governo britânico informou que estuda a possibilidade de estender o uso dos equipamentos a outros viajantes, mas não anunciou novas nacionalidades elegíveis.
ETA continua obrigatória para viajantes elegíveis
A implementação do reconhecimento facial também não modifica as exigências relacionadas à Autorização Eletrônica de Viagem (ETA), documento digital exigido de determinadas nacionalidades para entrar no Reino Unido sem visto.
Passageiros sujeitos à autorização devem continuar obtendo a ETA antes do embarque, mesmo quando podem utilizar os portões eletrônicos sem contato.
Segundo o governo britânico, o país dispõe de mais de 290 eGates distribuídos em 15 pontos de entrada, incluindo aeroportos e estações ferroviárias. A nova funcionalidade está sendo incorporada gradualmente a essa estrutura.







