O turismo brasileiro encerrou setembro com 2.435.935 trabalhadores com carteira assinada, o maior contingente para o mês desde 2023. O resultado representa um crescimento de 214.475 vínculos, equivalente a 9,7%, em relação a setembro daquele ano, quando o setor contabilizava 2.221.460 empregos formais. Na comparação anual, o avanço foi de 2,4%, com 57.507 trabalhadores a mais.
Os dados foram compilados pelo Ministério do Turismo (MTur), com base em informações da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), vinculados ao Ministério do Trabalho e Emprego.
A movimentação do mercado de trabalho também apresentou resultado positivo em setembro. As atividades turísticas registraram 137.687 admissões e 127.326 desligamentos, com saldo de 10.361 postos de trabalho. Entre janeiro e setembro, foram contabilizadas 1.250.597 contratações, volume 1,1% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano anterior.
Gustavo Feliciano, ministro do Turismo, afirmou que os indicadores demonstram a relação entre o desempenho da atividade turística e a geração de renda em diferentes regiões do país.
“Quando o turismo cresce, o resultado aparece na vida das pessoas. Estamos falando de mais de 2 milhões de empregos em uma atividade que movimenta hotéis, restaurantes, transportes, agências de viagens e milhares de pequenos negócios em todo o país. São 214 mil vínculos novos em três anos, o que representa renda para as famílias e novas oportunidades para quem vive do turismo”, destacou o ministro.
Crescimento regional
A expansão do emprego formal no turismo alcançou as 27 unidades da Federação entre setembro de 2023 e setembro de 2026. No período, as regiões Norte e Nordeste apresentaram os maiores avanços, com altas de 16,7% e 15,2%, respectivamente. Os resultados superaram a média nacional, de 9,7%.

