São Paulo (SP) – O WTM Latin America 2026, realizado entre os dias 14 e 16 de abril no Expo Center Norte, foi palco para a estratégia do Mövenpick Hotel Mansour Eddahbi de ampliar sua presença no mercado brasileiro. Representado por Fahd Abdorabi, diretor do empreendimento e do Palácio de Congressos de Marrakech e Anass Moujane, diretor de Meetings & Events Movenpick Mansour e do Palácio de Congressos de Marrakech, o grupo destacou o potencial do Brasil como emissor e o papel da conectividade aérea no crescimento da demanda.
Segundo Abdorabi, o hotel participa do evento com o objetivo de diversificar a origem de seus clientes e intensificar a atração de brasileiros. “Viemos à WTM para representar um dos nossos hotéis e também Marrakech como destino, porque temos um dos maiores espaços para reuniões e eventos em Marrocos”, afirmou.
Crescimento consistente do mercado brasileiro
O interesse pelo Brasil não é recente, mas tem ganhado força nos últimos anos. De acordo com Abdorabi, o crescimento do fluxo de turistas brasileiros para o destino tem sido acelerado. “Nós dobramos ano a ano. É duas vezes mais a cada ano nos últimos três anos”, disse Abdorabi.
A conectividade aérea aparece como fator central nesse avanço. O diretor destacou as ligações via Lisboa e Madri, além dos voos diretos entre São Paulo e Casablanca, que foram retomados após a pandemia. “Antes da pandemia existiam voos diretos e agora eles estão voltando. Também estamos trazendo voos diretos do Rio de Janeiro para Casablanca”, explicou.
Estrutura voltada ao segmento MICE
Com foco claro no segmento corporativo, o hotel direciona a maior parte de sua operação para eventos. “Cerca de 60% a 70% do nosso negócio é baseado em MICE”, afirmou Abdorabi.
Localizado em Marrakech, o empreendimento se posiciona como um “city resort”, ocupando uma área de sete hectares. A estrutura inclui três piscinas, sendo uma exclusiva para adultos, kids club e uma ampla oferta para eventos. “Temos mais de 17 salas de reunião e dois auditórios para até 5 mil pessoas”, detalhou.
A taxa média de ocupação gira em torno de 70% ao longo do ano, com meta de atingir entre 70% e 75% em 2026. “Temos ainda cerca de 30% de inventário disponível, então não queremos substituir mercados, mas complementar com o Brasil”, afirmou.
Estratégia comercial no Brasil
Para fortalecer a atuação no País, o grupo planeja ampliar sua presença local. “Queremos contratar um representante brasileiro focado em MICE para desenvolver esse mercado”, disse o executivo, destacando a parceria com o escritório de turismo do Marrocos.
Além do segmento corporativo, o destino também aposta no lazer e na diversidade de experiências. “Marrocos é muito diverso, como o Brasil. Tem praia, montanha, cultura e deserto. Para conhecer tudo, o ideal são 10 dias”, explicou.
Destino aposta em cultura e autenticidade
Abdorabi também destacou o diferencial cultural do destino como fator de atração. “Somos um país com 2 mil anos de história, com algumas das cidades mais antigas do mundo, como Fes e Marrakech”, afirmou.
Segundo ele, a autenticidade é um dos principais atrativos frente a outros destinos concorrentes. “Não somos como Dubai, não temos tantos prédios modernos. Marrakech e Fes são muito autênticas, e as pessoas vêm para viver essa cultura”, concluiu Abdorabi.











