BRL - Moeda brasileira
EUR
5,80
USD
4,92
Início Site Página 46

Mövenpick mira Brasil e aposta no MICE para crescer em Marrakech

0
Movenpick Marrakech
Fahd Abdorabi e Anass Moujane. Foto: Rafael Destro/Brasilturis

São Paulo (SP) – O WTM Latin America 2026, realizado entre os dias 14 e 16 de abril no Expo Center Norte, foi palco para a estratégia do Mövenpick Hotel Mansour Eddahbi de ampliar sua presença no mercado brasileiro. Representado por Fahd Abdorabi, diretor do empreendimento e do Palácio de Congressos de Marrakech e Anass Moujane, diretor de Meetings & Events Movenpick Mansour e do Palácio de Congressos de Marrakech, o grupo destacou o potencial do Brasil como emissor e o papel da conectividade aérea no crescimento da demanda.

Segundo Abdorabi, o hotel participa do evento com o objetivo de diversificar a origem de seus clientes e intensificar a atração de brasileiros. “Viemos à WTM para representar um dos nossos hotéis e também Marrakech como destino, porque temos um dos maiores espaços para reuniões e eventos em Marrocos”, afirmou.

Crescimento consistente do mercado brasileiro

O interesse pelo Brasil não é recente, mas tem ganhado força nos últimos anos. De acordo com Abdorabi, o crescimento do fluxo de turistas brasileiros para o destino tem sido acelerado. “Nós dobramos ano a ano. É duas vezes mais a cada ano nos últimos três anos”, disse Abdorabi.

A conectividade aérea aparece como fator central nesse avanço. O diretor destacou as ligações via Lisboa e Madri, além dos voos diretos entre São Paulo e Casablanca, que foram retomados após a pandemia. “Antes da pandemia existiam voos diretos e agora eles estão voltando. Também estamos trazendo voos diretos do Rio de Janeiro para Casablanca”, explicou.

Estrutura voltada ao segmento MICE

Com foco claro no segmento corporativo, o hotel direciona a maior parte de sua operação para eventos. “Cerca de 60% a 70% do nosso negócio é baseado em MICE”, afirmou Abdorabi.

Localizado em Marrakech, o empreendimento se posiciona como um “city resort”, ocupando uma área de sete hectares. A estrutura inclui três piscinas, sendo uma exclusiva para adultos, kids club e uma ampla oferta para eventos. “Temos mais de 17 salas de reunião e dois auditórios para até 5 mil pessoas”, detalhou.

A taxa média de ocupação gira em torno de 70% ao longo do ano, com meta de atingir entre 70% e 75% em 2026. “Temos ainda cerca de 30% de inventário disponível, então não queremos substituir mercados, mas complementar com o Brasil”, afirmou.

Estratégia comercial no Brasil

Para fortalecer a atuação no País, o grupo planeja ampliar sua presença local. “Queremos contratar um representante brasileiro focado em MICE para desenvolver esse mercado”, disse o executivo, destacando a parceria com o escritório de turismo do Marrocos.

Além do segmento corporativo, o destino também aposta no lazer e na diversidade de experiências. “Marrocos é muito diverso, como o Brasil. Tem praia, montanha, cultura e deserto. Para conhecer tudo, o ideal são 10 dias”, explicou.

Destino aposta em cultura e autenticidade

Abdorabi também destacou o diferencial cultural do destino como fator de atração. “Somos um país com 2 mil anos de história, com algumas das cidades mais antigas do mundo, como Fes e Marrakech”, afirmou.

Segundo ele, a autenticidade é um dos principais atrativos frente a outros destinos concorrentes. “Não somos como Dubai, não temos tantos prédios modernos. Marrakech e Fes são muito autênticas, e as pessoas vêm para viver essa cultura”, concluiu Abdorabi.

Transmundi marca 20 anos com rotas da antiguidade e melhor janeiro de vendas

1
Transmundi
Miguel e Marcelo Andrade, da Transmundi Operadora. Crédito: Matheus Alves/Brasilturis

São Paulo (SP) – Durante a WTM Latin America 2026, a Transmundi Operadora apresentou um novo projeto para marcar seus 20 anos de atuação: o lançamento de rotas inéditas inspiradas em caminhos históricos da antiguidade, com foco em experiências culturais e arqueológicas.

“Esse ano celembramos 20 anos de operações. Então, decidimos lançar rotas inéditas”, afirmou Marcelo Andrade, diretor executivo da empresa. Segundo ele, o projeto contempla 12 itinerários, dos quais seis já foram lançados, com propostas que resgatam trajetos originais de civilizações antigas.

Entre os exemplos, estão percursos como as vias militares romanas, ligando Roma à Albânia, e rotas comerciais na América Latina, conectando a Cidade do México a Antigua, na Guatemala. “Vamos repetir exatamente aquilo que era na antiguidade”, explica Miguel Andrade, CEO da operadora. “São regiões que não são mais comercializadas e que ainda guardam monumentos e histórias pouco exploradas”, acrescenta.

A proposta, segundo os executivos, é oferecer um produto diferente dos roteiros tradicionais. “Todo mundo vende Roma, Veneza… a nossa rota passa pelas cidades e caminhos onde as vias militares passavam mesmo”, reforça Miguel.

Estratégia e relacionamento com o trade

Para promover os novos produtos, a empresa aposta em capacitações presenciais e conteúdo audiovisual. “Estamos focando muito nessas pequenas capacitações, convidar os agentes de viagem para conhecer”, destaca Marcelo. Parte do estande na feira foi dedicada exclusivamente ao projeto de rotas.

A Transmundi também reforça sua atuação direta nos destinos como diferencial competitivo. “Nós não usamos operação intermediária. Contratamos direto na origem. Isso significa melhor preço e controle do produto”, afirma Miguel.

Desempenho e perspectivas

O início de 2026 foi positivo para a operadora. “Esse talvez tenha sido o nosso melhor janeiro em termos de vendas”, relata Marcelo. Apesar de uma leve desaceleração recente por fatores externos, o executivos seguem otimistas. “A expectativa é que o ano seja espetacular”, completa.

A demanda por cruzeiros fluviais segue como destaque, com saídas praticamente esgotadas. “Quem faz um fluvial raramente volta para o marítimo”, pontua Miguel, ao destacar o nível de serviço e a experiência diferenciada.

Segundo os executivos, a combinação de novos produtos, expansão da equipe e mercado aquecido coloca 2026 como um potencial marco para a empresa. “Tem tudo para ser um dos melhores anos que já tivemos”, conclui.

Com novo CEO, Tour House prepara novos lançamentos e mira avanço tecnológico

0
Gian Terhoch, CEO da Tour House. Crédito: Maurício Herschander/ Brasilturis
Gian Terhoch, CEO da Tour House. Crédito: Maurício Herschander/ Brasilturis

São Paulo (SP) – A Tour House apresentou na WTM Latin America 2026, realizada entre os dias 14 e 16 de abril no Expo Center Norte, em São Paulo (SP), os primeiros sinais de uma nova fase estratégica sob a liderança de Gian Terhoch, seu novo CEO. A principal novidade envolve o lançamento de uma plataforma tecnológica própria voltada à gestão de viagens corporativas, iniciativa que deve marcar o posicionamento da empresa nos próximos meses.

Durante entrevista ao Brasilturis, o executivo destacou que a transição para a presidência foi planejada ao longo de muitos meses e ocorreu de forma gradual dentro da organização. Segundo ele, apesar da mudança na liderança, a essência da empresa permanece baseada em valores construídos ao longo de décadas. “Foi um processo muito natural, muito orgânico. A cadeira é nova, mas o trabalho, a cultura e o trânsito com os colegas já são de vários anos”, afirmou.

Terhoch tem trajetória ligada ao setor aéreo e passou por diferentes áreas antes de assumir o comando da empresa. Ele explicou que sua experiência anterior contribuiu para a preparação da nova função, especialmente no relacionamento com clientes e na visão estratégica do negócio. “Atuei em diversas áreas da companhia, tanto operacionais quanto de estratégia e relacionamento. Esses anos serviram como preparação para esse momento”, disse.

O novo ciclo da Tour House combina continuidade cultural com uma agenda voltada à inovação. O executivo resumiu a proposta da nova gestão com uma expressão que tem sido usada internamente. “Tudo muda, mas nada muda. Muda a energia, muda a visão de inovação e tecnologia, mas o jeito de trabalhar, a transparência e o respeito continuam sendo pilares da companhia”, afirmou.

A principal aposta para os próximos meses é o lançamento de uma ferramenta tecnológica proprietária, desenvolvida ao longo dos últimos dois anos. Segundo Terhoch, o projeto nasceu a partir da necessidade de integrar diferentes soluções em um único ambiente digital. “A gente pretende, no início do segundo semestre, fazer bastante barulho. A Tour House passou os últimos 24 meses trabalhando nisso e tem coisas muito importantes para mostrar para o mercado, focadas em tecnologia”, disse.

A nova plataforma será estruturada como um sistema completo de gestão de viagens corporativas, reunindo funcionalidades como controle de despesas, meios de pagamento e acompanhamento orçamentário. O objetivo é oferecer maior eficiência operacional e uma experiência mais integrada aos clientes. “O nosso OBT nasce com essa responsabilidade de unir automação, tecnologia, segurança de dados e experiência do cliente em uma solução completa”, afirmou.

A participação na WTM Latin America, segundo o executivo, teve como objetivo principal retomar o contato direto com o mercado após um período de desenvolvimento interno. Ele explicou que a empresa passou os últimos anos concentrada na construção de novos produtos e agora inicia uma fase de apresentação dessas soluções ao setor. “A gente ficou da porta para dentro, na caverna, mexendo no nosso caldeirão, e agora esse ciclo é para fazer bastante barulho”, disse.

No campo operacional, os resultados do primeiro trimestre de 2026 foram avaliados de forma positiva pela companhia. De acordo com Terhoch, o desempenho superou o registrado no mesmo período do ano anterior, com crescimento em número de clientes e expansão da carteira de negócios. “Foi um primeiro trimestre fantástico. Temos mais clientes, mais negócios e nossa equipe de novos negócios entregou as metas de aquisição”, afirmou.

Apesar do cenário favorável, o executivo destacou que a empresa mantém atenção redobrada aos fatores externos que podem influenciar o desempenho do setor ao longo do ano. Entre os pontos monitorados estão a volatilidade do preço do petróleo, o custo do combustível e o impacto de eventos globais no planejamento de viagens corporativas. “A gente comemora o primeiro trimestre, mas já se prepara para o segundo e o terceiro, porque qualquer mudança no custo do combustível se comunica muito rápido com o orçamento do cliente”, disse.

Para Terhoch, a combinação entre inovação tecnológica e proximidade com o mercado será determinante para a próxima fase da empresa. Ele ressaltou que o contato presencial com parceiros e clientes continua sendo parte essencial da estratégia, especialmente em um momento de transformação digital no setor de viagens corporativas.

Porto Seguro aposta em experiências e projeta alta de 15%

0
Guto Jones, secretário de Turismo de Porto Seguro (BA) Crédito: Kamilla Alves/Brasilturis
Guto Jones, secretário de Turismo de Porto Seguro (BA) Crédito: Kamilla Alves/Brasilturis

São Paulo (SP) – O destino Porto Seguro iniciou 2026 com crescimento entre 13% e 15% no primeiro trimestre e mantém expectativa de sustentar esse índice até o fim do ano. Segundo Guto Jones, secretário de Turismo do município, o avanço ocorre em paralelo a uma estratégia de reposicionamento do destino, com foco em experiências sustentáveis, novos corredores turísticos e qualificação do público.

“Porto Seguro já é consolidado em sol e praia, mas nosso desafio agora é apresentar as novas experiências e os novos corredores turísticos”, afirmou o secretário. A proposta está alinhada ao turismo sustentável e regenerativo, pauta que ganha força no planejamento local.

Além das praias, o destino reúne dois parques nacionais, o Parque Nacional do Pau Brasil e o Parque Nacional do Monte Pascoal, além de RPPNs e áreas voltadas ao avistamento de aves e baleias. A gastronomia comunitária e o turismo de base local também integram a oferta.

O município abriga 29 aldeias indígenas, muitas abertas à visitação. Entre os principais pontos estão a Aldeia da Jaqueira e o Porto do Boi, onde turistas podem vivenciar cerimônias, gastronomia e manifestações culturais dos povos originários.

“Não podemos falar de cultura em Porto Seguro sem falar dos povos originários”, reforça Guto Jones, secretário de Turismo de Porto seguro.

Com população fixa próxima a 200 mil habitantes e fluxo que pode dobrar ou triplicar em alta temporada, o ordenamento urbano tornou-se prioridade. Entre as ações estão revitalização de corredores turísticos, criação de novas vias e a ponte que liga Porto Seguro a Arraial d’Ajuda, com objetivo de descentralizar o tráfego e melhorar a mobilidade.

“A mobilidade urbana é um ponto especial para nós”, destacou o secretário.

Mercado doméstico e expansão internacional

No cenário comercial, a estratégia é manter a força do mercado doméstico, que posiciona Porto Seguro entre os três destinos mais vendidos pelas maiores operadoras do País, e simultaneamente ampliar mercados internacionais.

A Argentina, que já chegou a operar oito voos semanais para o destino, mantém atualmente de três a quatro frequências regulares. Há ainda operações com Uruguai, Paraguai e Chile, além de esforços para ampliar a presença na Colômbia, México e Estados Unidos.

Na Europa, o destino já recebeu voos charter de Amsterdã, Milão e Lisboa. A meta é fortalecer a conectividade via Salvador, que opera cerca de 15 voos semanais para o continente europeu, e abrir novos mercados como França.

São Paulo segue como principal emissor, com até 10 voos diários para Porto Seguro, enquanto o Rio de Janeiro mantém pouco mais de quatro frequências diárias.

Presença em feiras e roadshows

Porto Seguro participa com estande próprio em feiras como WTM Latin America, Abav Expo e FIT Buenos Aires, além de eventos regionais como Festuris, Festival das Cataratas, BNT Mercosul e Virada de Ribeirão Preto. O destino também realiza roadshows no Brasil, América do Sul e Europa, em parceria com operadoras e entidades especializadas.

A meta é manter o crescimento entre 13% e 15% ao longo de 2026, com foco na qualificação da demanda e no aumento do ticket médio. “Não vamos frear o crescimento, mas queremos qualificar ainda mais o público e valorizar essas novas experiências”, concluiu.

WTM Latin America cria summit de ministros e amplia foco em experiências

0
WTM Latin America
Bianca Pizzolito, diretora da WTM Latin America. Crédito: Kamilla Alves/Brasilturis

São Paulo (SP) – A WTM Latin America 2026 reforçou seu papel de articulação regional ao promover, pela primeira vez, um encontro entre ministros do Turismo da América Latina, além de ampliar investimentos em experiências e tecnologia ao longo do evento.

De acordo com Bianca Pizzolito, diretora da feira, a iniciativa marca um avanço no posicionamento do evento. “O principal diferencial dessa edição foi a nossa articulação latino-americana, esse reforço do nosso DNA”, afirma, destacando que o encontro teve foco em turismo regenerativo.

Outro movimento foi a centralização da área de experiências, criada na edição anterior. “Trouxemos essa área para o centro do evento, com mais circulação e interação dos visitantes com os expositores”, explica a diretora, em entrevista ao Brasilturis.

Entre as novidades, a feira também inaugurou um espaço de gastronomia ao vivo. “Criamos uma área de cooking show, onde os destinos apresentam receitas e permitem a degustação. É uma forma de conexão diferente com o visitante”, salienta Bianca.

Segundo a executiva, a estratégia complementa o foco comercial. “O espaço de negócios continua sendo o carro-chefe, mas essas experiências geram outro tipo de impacto e levam o visitante até o expositor”, destaca.

No campo tecnológico, a edição amplia o uso de ferramentas digitais para geração de negócios. “Este ano, veremos uma utilização das ferramentas de reunião como nunca. A captura de leads gera relatórios integrados para os expositores entenderem seus resultados”, afirma.

O agente de viagens também ganhou protagonismo, com a criação de um lounge exclusivo e uma jornada estruturada. “Desde antes do evento, até a participação aqui, houve uma comunicação direcionada e conteúdo específico. Os agentes ficaram muito satisfeitos por terem sido contemplados dessa forma”, garante Bianca.

Para as próximas edições, o foco será consolidar as iniciativas. “Tem muitos caminhos abertos. Agora é fortalecer o que já construímos, como o summit e as experiências”, afirma.

“Nós somos uma plataforma que reflete o que o mercado está demandando. Nosso papel é abrir os espaços certos para que essas movimentações aconteçam”, finaliza.

WTM Latin America cresce 10,7% e supera 35 mil participantes em 2026

0
WTM Latin America 2026
Bianca Pizzolito, diretora da WTM Latin America. Foto: Rafael Destro/Brasilturis

São Paulo (SP) – A WTM Latin America 2026 encerrou sua edição com crescimento em indicadores estratégicos, superando a marca de 35 mil participantes e ampliando a presença de visitantes qualificados, reuniões de negócios e expositores. Os dados foram apresentados por Bianca Pizzolito, diretora da feira, durante coletiva de imprensa realizada no Expo Center Norte, em São Paulo.

Na comparação com 2025, a edição de 2026, contabilizada até metade do terceiro dia, registra avanço no público total. “Em termos de total de participantes no evento, em 2025 nós tivemos 32.026 participantes. E esse ano nós passamos para 35.463, ou seja, mais 10,75% com relação ao ano passado”, afirmou Bianca.

Equipe da WTM. Foto: Rafael Destro/Brasilturis

Além do crescimento geral, a organização destacou o avanço na qualificação do público, com foco em agentes de viagem, operadoras e compradores. “A gente fez uma ação muito grande para qualificação desses visitantes. Não só queríamos aumentar o número, mas ter certeza que aqueles que a gente categoriza como visitantes-chave participassem ainda mais”, explicou.

Nesse recorte, os chamados “high yield visitors” apresentaram aumento expressivo, com destaque para os agentes de viagem. “Nós crescemos 115% em relação ao ano passado”, disse. No total, esse grupo registrou crescimento de mais de 76%, evidenciando maior presença de profissionais diretamente ligados à geração de negócios.

Reuniões e engajamento em alta

Outro indicador relevante foi o número de reuniões realizadas por meio da plataforma oficial do evento. Segundo Bianca, houve aumento de 25% nas reuniões confirmadas, ultrapassando 9.200 encontros ao longo da feira.

“A gente vem acompanhando desde que implantou o sistema de agendamento em 2021 e esse ano tivemos um crescimento de potencial”, afirmou. O engajamento dos participantes também avançou, com mais de 35% dos presentes utilizando a plataforma para interações e reuniões.

“Isso significa que mais pessoas não só estiveram aqui, mas se conectaram e fizeram negócios”, destacou.

Recorde de marcas e países

No lado da oferta, a feira também registrou expansão. Ao todo, foram 936 marcas expositoras, um crescimento de 13% em relação ao ano anterior. Já o número de países presentes chegou a 53, alta de 8%.

“É uma construção coletiva. Expositores, visitantes, todos fazem parte desse resultado”, afirmou Bianca, ao destacar o papel da cadeia do turismo na realização do evento.

Ambiente de negócios e planejamento

Para a organização, os números refletem o trabalho contínuo de planejamento e escuta do mercado. “A gente trabalha o ano inteiro para que isso seja possível. Quando vê acontecer, é exatamente o que gostaríamos de atingir”, disse.

Bianca também destacou que os resultados vão além da percepção qualitativa. “Além de todo o feedback que a gente recebeu, os números sustentam a estratégia que a gente vem colocando, sempre com o objetivo de potencializar o ambiente de negócios”, concluiu.

Locarx firma parceria com Wooba e projeta crescimento de até 25%

0
Vera Petrich, diretora de Parcerias da Wooba, e Larissa Sousa, coordenadora Comercial e de Marketing da Locarx. Crédito: Maurício Herschander/ Brasilturis
Vera Petrich, diretora de Parcerias da Wooba, e Larissa Sousa, coordenadora Comercial e de Marketing da Locarx. Crédito: Maurício Herschander/ Brasilturis

São Paulo (SP) – A Locarx apresentou na WTM Latin America 2026, realizada entre os dias 14 e 16 de abril no Expo Center Norte, em São Paulo (SP), uma nova parceria estratégica com a Wooba como principal novidade para o ano. A integração tecnológica marca a entrada mais estruturada da rede de locação de veículos no segmento corporativo e deve impulsionar o volume de vendas da empresa nos próximos meses.

Durante entrevista ao Brasilturis, Larissa Sousa, coordenadora Comercial e de Marketing da Locarx, explicou que a colaboração com a plataforma busca ampliar a visibilidade da empresa junto às agências de viagens e aumentar a demanda por locações em todo o país. “A parceria com a Wooba veio justamente para poder trazer uma perspectiva de crescimento entre 20% a 25%, que é o que a gente espera, e justamente para poder aumentar essa demanda para a nossa rede”, afirmou.

Segundo a executiva, a iniciativa também representa um movimento estratégico de posicionamento da empresa em um novo nicho de atuação. Até então com presença mais consolidada no atendimento regional e em cidades do interior, a Locarx passa a olhar com maior atenção para o mercado corporativo. “É um mundo novo que a Locarx também está entrando, nesse mundo corporativo, e a gente vê bastante potencial”, disse.

A empresa opera atualmente no modelo de franquias e conta com mais de 50 unidades distribuídas pelo país, com presença em 23 estados. A matriz da rede está localizada em Salvador, cidade que concentra o maior volume de vendas da companhia. Ainda assim, a expansão da rede tem avançado para outras regiões, com destaque para novas unidades inauguradas recentemente. “Em 2026, por exemplo, a gente já tem unidades que foram recém-inauguradas em Fortaleza e Blumenau, que já começaram performando muito bem”, afirmou.

Um dos diferenciais operacionais citados pela executiva é o modelo chamado de “pátio zero”, no qual as unidades iniciam a operação com uma estrutura enxuta e focada na agilidade do atendimento. Segundo ela, esse formato contribui para acelerar a expansão da rede e facilitar a entrada em novos mercados. “A gente tem unidades que inclusive já iniciam com pátio zero”, disse.

Além do crescimento geográfico, a Locarx também tem investido na atualização da frota, acompanhando tendências do setor automotivo. De acordo com Larissa, a empresa já começou a introduzir veículos elétricos em algumas cidades e pretende ampliar gradualmente essa presença em outras localidades. “Temos unidades como Toledo que já estão com frota elétrica, Salvador também já está inserindo e outras unidades já estão aderindo”, explicou.

A política de renovação da frota segue um ciclo relativamente curto, com substituição dos veículos em um período que varia entre um ano e meio e dois anos. Esse processo busca garantir maior confiabilidade operacional e qualidade no atendimento ao cliente. “Nossos veículos são todos próprios e a renovação varia entre um ano e meio e dois anos”, afirmou.

Os primeiros resultados de 2026 indicam um cenário positivo para a companhia. Segundo a executiva, a empresa registrou crescimento em comparação ao mesmo período do ano anterior e mantém expectativa de expansão até o final do exercício. “2026 deu uma bastante melhora referente a 2025. A gente já teve um aumento de 20% em relação ao ano passado”, disse.

A projeção interna da empresa é encerrar o ano com crescimento ainda mais expressivo, impulsionado principalmente pela nova parceria tecnológica e pela ampliação da rede de franquias. “A gente espera que até o final do ano tenha um aumento de 80%, principalmente com a parceria com a Wooba”, afirmou.

Para a executiva, a presença na WTM Latin America também cumpre um papel estratégico no fortalecimento do relacionamento com agentes de viagens e parceiros comerciais. O contato direto com o trade permite apresentar os diferenciais da empresa e ampliar oportunidades de negócios. “A gente participa muito das feiras justamente para poder trazer esse contato mais próximo e mostrar para eles no dia a dia como é que funciona também a locação”, disse.

Ilhabela promove naufrágio Príncipe de Astúrias e turismo de mergulho

0
Ilhabela
Rafael Pombo, secretário adjunto de Turismo de Ilhabela. Crédito: Matheus Alves/Brasilturis

São Paulo (SP)  –  Ilhabela aposta na combinação entre história, natureza e turismo náutico para reforçar sua promoção no mercado durante a feira. Entre os destaques de sua participação na WTM Latin America 2026 está a valorização do naufrágio do Príncipe de Astúrias, que completa 110 anos em 2026 e ganha protagonismo como produto turístico.

“Esse ano trouxemos para o nosso estande o Príncipe de Astúrias. São 110 anos desse naufrágio que ocorreu em Ilhabela e é basicamente o ‘Titanic do Hemisfério Sul”, afirma Rafael Pombo, secretário adjunto de Turismo de Ilhabela.

Segundo o executivo, o episódio histórico ainda desperta interesse por suas narrativas. “O naufrágio está envolto  de muitos mistérios. Ele tinha uma carga de ouro que desapareceu, trazia refugiados da Segunda Guerra Mundial e o capitão também desapareceu. A Praia da Caveira têm esse nome porque virou praticamente um cemitério, com muitos corpos”, relata.

Mergulho e turismo náutico ganham força

O município reforça o posicionamento como destino de natureza, com destaque para o mergulho. “Hoje temos dezenas de naufrágios e pontos com visibilidade que pode chegar a 20 metros. São pelo menos 15 pontos de mergulho e muitas operadoras atuando”, conta Pombo.

Com 165 quilômetros de costa e mais de 40 praias, o arquipélago concentra biodiversidade marinha e diferentes formações subaquáticas, o que amplia o interesse tanto de iniciantes quanto de mergulhadores experientes. Os naufrágios, especialmente os históricos dos séculos XIX e XX, também compõem a oferta turística.

Além do segmento náutico, Ilhabela busca ampliar sua atratividade ao longo do ano, inclusive com o início da temporada de baleias. “Deixamos de ser um destino só de sol e praia para se posicionar como destino de natureza. Temos trilhas, cachoeiras, mata preservada e o mar”, afirma.

Como parte disso, Pombo também destaca a preocupação com a sustentabilidade da operação. “Esse ano teremos uma ação muito forte de monitoramento, porque o turismo náutico é intenso e precisamos garantir o comportamento adequado no avistamento”, reforça Pombo.

Temporada e novos produtos

A temporada de verão registrou desempenho elevado. De acordo com dados divulgados pelo destino, a ocupação hoteleira média superou 80%, com cerca de 800 mil turistas entre dezembro e março, impacto econômico estimado em R$ 850 milhões e mais de 3,3 mil empregos formais na cadeia do turismo.

O destino também recebeu 53 escalas de cruzeiros, com aproximadamente 200 mil passageiros desembarcados no período.

Visual Turismo lança oficialmente Visual Prime e amplia atuação premium

0
Hugo Lagares, diretor geral da Visual Turismo. Crédito: Felipe Lima/Brasilturis
Hugo Lagares, diretor geral da Visual Turismo. Crédito: Felipe Lima/Brasilturis

São Paulo (SP) – A Visual Turismo deu um novo passo em sua estratégia de diversificação ao anunciar o lançamento do Visual Prime, célula dedicada ao segmento de luxo da operadora. Em entrevista ao Brasilturis, Hugo Lagares, diretor geral da empresa, detalhou os pilares da iniciativa e as expectativas para o novo produto.

Segundo Lagares, o projeto já vinha sendo estruturado desde o início do ano, com uma fase inicial de testes antes do lançamento oficial. “A gente começou com um soft opening em janeiro, fazendo vendas e testando com alguns clientes. O retorno foi espetacular”, afirma.

Embora a Visual Turismo já atue com produtos de alto padrão, a criação do Visual Prime marca uma mudança mais profunda, especialmente no modelo de atendimento. “O grande diferencial está no serviço. Criamos uma célula exclusiva, com equipe especializada e um atendimento muito mais próximo e personalizado”, explica Lagares.

Entre as novidades, estão processos mais detalhados de cotação e a entrega de materiais diferenciados para o viajante, como kits personalizados, que elevam a experiência desde o pré-embarque.

Expansão gradual e estratégia conservadora

A operadora adota uma abordagem cautelosa para o crescimento do novo segmento. De acordo com o executivo, o primeiro ano será voltado à consolidação do modelo e ajustes operacionais.

“A ideia é entender bem o mercado, aprimorar o produto e, a partir daí, dar um passo maior. Não é um segmento que permite escala como o tradicional, porque exige um atendimento muito mais customizado”, diz.

Essa estratégia também impacta a relação com o trade, já que o foco será em um número mais restrito de agências, garantindo qualidade na entrega.

Portfólio e tendências de demanda

No portfólio do Visual Prime, destinos como África e Ásia vêm ganhando destaque, acompanhando uma demanda crescente por experiências mais exclusivas e diferenciadas. “Temos visto uma procura muito forte por África, Ásia e produtos de neve, além de serviços mais sofisticados na Europa”, afirma Lagares.

Ao mesmo tempo, o Brasil também entra no radar da operadora, com o desenvolvimento de um guia próprio reunindo cerca de 100 hotéis selecionados, incluindo pousadas e propriedades boutique.

Além do Visual Prime, a operadora também aposta em outros produtos para ampliar sua atuação no segmento premium. Entre eles está o “Visual Pelo Mundo”, que reúne roteiros completos com alto nível de serviço, incluindo guias desde a saída do Brasil e uma série de experiências já incorporadas ao pacote.

Com a iniciativa, a Visual Turismo busca acessar uma parcela do mercado que ainda não explorava de forma estruturada, reforçando sua competitividade em um segmento em crescimento. “A gente quer atingir um público que ainda não trabalhava com a gente, mas sem perder a essência de qualidade e proximidade com as agências”, conclui Lagares.

Luck aposta em pacote flexível para impulsionar vendas no receptivo

0
Sarah Teixeira, gerente de marketing do Grupo Luck e Guilherme Luck, diretor de projetos e inovação. Foto: Rafael Destro/Brasilturis

São Paulo (SP)Luck Receptivo apresentou, durante a WTM Latin America 2026, um reforço estratégico em seu portfólio com o pacote flexível, produto lançado no ano passado e que ganha protagonismo em 2026 como ferramenta para ampliar vendas, melhorar a experiência do cliente e valorizar o papel do receptivo nas viagens.

Segundo Guilherme Luck, diretor de projetos e inovação da empresa, o objetivo é ampliar o entendimento do mercado sobre o produto e seus benefícios, especialmente no que diz respeito à flexibilidade e ao custo-benefício. “Para a WTM a gente vem trazendo reforço do pacote flexível, que é um produto que a gente lançou o ano passado, que o mercado precisa entender mais a relevância dele, assim como o desconto que ele traz, quando o cliente compra mais produtos conosco”, afirmou.

O pacote funciona de forma simples: o cliente adquire um conjunto com um traslado (in ou out) e de um a três passeios, mas deixa para decidir os detalhes apenas no destino. “O cliente compra e decide na hora que chega na nossa cidade o que ele quer fazer, dentre as opções do cardápio que a gente oferece e o dia que ele quer ir”, explicou Luck. Além da praticidade, o modelo também garante economia. “Quando mais produtos o cliente compra conosco, mais vantagem ele vai ter”, completou, destacando descontos que podem chegar a 20%.

Flexibilidade como resposta à indecisão do cliente

A proposta do pacote surge como solução para um desafio recorrente no momento da venda. De acordo com Sarah Teixeira, gerente de marketing do Grupo Luck, muitos viajantes ainda não sabem exatamente quais experiências desejam contratar no ato da compra.

“O pacote flexível veio porque muitos dos agentes de viagem não conseguem explicar todos os detalhes de cada passeio. O cliente começa a perguntar duração, tempo de almoço, se vai com criança, qual o melhor passeio. São muitos detalhes”, disse. Segundo ela, fatores como maré e condições climáticas também impactam diretamente a experiência, o que torna a decisão antecipada mais complexa.

Nesse contexto, o produto permite que o cliente faça escolhas mais assertivas já no destino, com suporte da equipe local. “Na base a gente vai dar essa consultoria dos passeios disponíveis já com a maré, com a questão climática, e o cliente escolhe no detalhe o que quer”, explicou.

Receptivo como peça-chave da viagem

Outro ponto central da estratégia da empresa é reforçar a importância do receptivo na jornada do turista, indo além da execução de passeios. Com presença em aeroportos e atendimento 24 horas, a Luck se posiciona como suporte direto ao viajante em situações imprevistas.

“Com mudança de malha, cliente que perdeu voo ou chegou em outro horário, a nossa loja está lá. Ele se identifica e a gente resolve”, destacou Luck. A estrutura inclui ainda guias credenciados, veículos monitorados e protocolos de segurança que, segundo ele, fazem diferença na experiência.

A comparação com alternativas informais de transporte também foi abordada. “As pessoas pensam na comodidade, mas antes tem que ver a segurança. Saber quem está dirigindo, se o carro está com manutenção em dia. Quando você está levando quem você ama, esse cuidado tem que ser redobrado”, afirmou.

Atuação regional e foco no B2B

A Luck Receptivo atua em seis estados do Nordeste, com oito bases e presença em 17 destinos, conectando diferentes regiões por meio de transfers e experiências integradas. “Você consegue descer em um estado e ir para outro com o nosso transfer”, explicou Sarah.

O modelo de distribuição segue focado no B2B, com forte parceria com agências e operadoras. “A gente é uma empresa essencialmente que distribui através das agências de viagem. O agente ganha porque aumenta o ticket médio e garante a qualidade do serviço”, afirmou Luck.