O show da Shakira no Rio de Janeiro tem impactado diretamente o comportamento de viagem para o feriado do Dia do Trabalho, posicionando o destino como o segundo mais procurado do País, atrás apenas de São Paulo, segundo levantamento da Hoteis.com.
De acordo com os dados da plataforma, a alta demanda na capital fluminense reflete não apenas o apelo do evento musical, mas também o interesse crescente por experiências urbanas e de entretenimento. A diária média na cidade gira em torno de R$ 750 durante o período, indicando um cenário de alta ocupação e tarifas elevadas — fator relevante para o trade na gestão de receitas e estratégias comerciais.
“O Rio é o grande destaque deste Dia do Trabalho, impulsionado pelo apelo cultural da apresentação de Shakira. Embora o interesse principal venha do mercado doméstico, também vemos viajantes estendendo suas viagens e considerando destinos alternativos para complementar a estadia”, afirma Christie Hudson, Head Global de PR da Hoteis.com.
Ao mesmo tempo, o levantamento evidencia uma tendência importante para o setor: a busca por destinos alternativos com melhor custo-benefício. Regiões com forte apelo natural e menor pressão de demanda apresentam crescimento expressivo nas buscas, abrindo oportunidades para diversificação da oferta turística.
Entre os destaques está Foz do Iguaçu, com aumento de 80% nas buscas, impulsionada por atrativos como as Cataratas do Iguaçu. No litoral paulista, Ubatuba registra crescimento de 65%, consolidando-se como alternativa de praia mais acessível.
No Centro-Oeste, Goiânia apresenta alta de 70% na procura, reforçando seu posicionamento como destino competitivo aliado à gastronomia e cultura local. Já no Sul, destinos de Santa Catarina, como Balneário Camboriú e Florianópolis (Jurerê), crescem 55%.
Outro destaque é Gramado, que registra aumento de 50% nas buscas e atrai viajantes interessados em experiências diferenciadas e clima mais ameno.
Para o trade turístico, o cenário mostra dois movimentos complementares: a força dos grandes eventos como indutores de demanda e a consolidação de destinos secundários como alternativas estratégicas para distribuição de fluxo e competitividade de preços.

