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Hotelaria paulista mantém desempenho dentro do esperado em março

Pesquisa da ABIH-SP aponta retomada do segmento corporativo e estabilidade nos principais indicadores do setor

Maurício Herschander
Maurício Herschander
Repórter - E-mail: mauricio@brasilturis.com.br

O desempenho da hotelaria no paulista permaneceu dentro das expectativas em março de 2026, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de São Paulo (ABIH-SP), que apresentou a 69ª edição da Pesquisa de Desempenho da Hotelaria Paulista. O levantamento indica retomada gradual do segmento corporativo e redução da demanda por viagens de lazer, cenário considerado típico para o período.

Os três principais indicadores analisados — taxa de ocupação (TO), diária média (DM) e receita por apartamento disponível (RevPar) — apresentaram crescimento em relação ao mês de fevereiro. A única exceção ocorreu na comparação com março de 2025, quando a taxa de ocupação registrou leve retração de aproximadamente 1%.

A tendência observada a partir de março aponta fortalecimento da demanda corporativa, enquanto o lazer apresenta ritmo mais moderado, mesmo com a presença de feriados prolongados que tradicionalmente estimulam viagens. Em relação ao mês anterior, as variações registradas foram de +12,36% na taxa de ocupação, +0,99% na diária média e +13,47% no RevPar.

Na comparação anual, a diária média registrou crescimento de 7,67% e o RevPar apresentou aumento de 6,55%, alcançando o segundo melhor resultado histórico desde o início da série. O desempenho dos hotéis voltados ao lazer foi considerado satisfatório, enquanto os empreendimentos com perfil corporativo demonstraram recuperação do movimento, conforme projetado pelo setor.

Regiões corporativas lideram resultados do período

Entre as regiões turísticas analisadas, apenas três apresentaram queda na taxa de ocupação: Vale do Rio Grande, Oeste Paulista/Terra do Sol e Vale do Paraíba Serras. Nas demais localidades, os resultados indicaram crescimento do indicador. Já na análise da diária média, sete regiões registraram retração, mas o desempenho dos destinos com perfil corporativo compensou essa variação, mantendo o indicador geral em patamar positivo.

Os dados mostram que as regiões com maior presença de atividades empresariais tiveram os melhores resultados do período. As áreas classificadas como Entradas e Bandeiras Polo Corporativo e Capital Paulista lideraram o desempenho, confirmando a expectativa de aquecimento da demanda ligada a viagens de negócios.

Nesta edição do levantamento, duas regiões turísticas — Planalto Paulista e Noroeste Paulista — não enviaram informações, sendo que esta última repetiu a ausência pelo segundo mês consecutivo. Ainda assim, a projeção do setor indica manutenção da sazonalidade corporativa em abril e início de junho, mesmo com a presença de feriados prolongados como Semana Santa e Tiradentes.

Mercado enfrenta desafios na contratação de profissionais

Outro indicador analisado pela pesquisa foi a relação entre número de funcionários e unidades habitacionais (UHs). Em março de 2026, o índice permaneceu estável em 0,58, sem variação em relação ao período anterior. Apesar da estabilidade recente, o histórico aponta tendência de crescimento gradual ao longo dos últimos anos.

Mesmo com sinais positivos de recuperação, o setor hoteleiro ainda enfrenta dificuldades relacionadas à contratação de mão de obra qualificada. A percepção dos hotéis é de que as mudanças na legislação trabalhista podem gerar impactos financeiros, mas também podem atrair profissionais interessados em ingressar ou retornar às atividades do turismo.

O estudo também passou a apresentar indicadores segmentados por categoria de hotel — econômico, midscale e upscale — e por posicionamento principal do empreendimento, seja corporativo, lazer ou ambos. As variações registradas refletem o comportamento diferenciado da demanda em cada perfil de operação e contribuem para análises mais detalhadas do desempenho do setor.

A pesquisa contou com a participação de 92 propriedades hoteleiras, representando 321 municípios do estado e um total de 138.678 unidades habitacionais. Segundo a ABIH-SP, os dados têm caráter estatístico e servem como base para acompanhamento de tendências do mercado, não devendo ser interpretados como censo oficial da atividade.

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