O turismo corporativo brasileiro movimentou R$ 9,75 bilhões entre janeiro e agosto, maior faturamento registrado para o período. O resultado representa crescimento de 8,21% em relação aos primeiros oito meses de 2025, quando as vendas somaram R$ 9,01 bilhões.
Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (21) pela Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp) e compilados pelo Ministério do Turismo (MTur).
Somente em agosto, as empresas associadas à entidade registraram R$ 1,30 bilhão em vendas, avanço de aproximadamente 8% frente aos R$ 1,21 bilhão contabilizados no mesmo mês do ano passado.
O desempenho acumulado foi puxado principalmente pelo transporte aéreo. O segmento respondeu por R$ 5,83 bilhões entre janeiro e agosto, crescimento de 12% na comparação anual. O montante equivale a cerca de 60% do faturamento total registrado no período.
Hotelaria movimenta R$ 2,88 bilhões
A hotelaria aparece como o segundo maior componente das vendas corporativas, com faturamento de R$ 2,88 bilhões nos oito primeiros meses do ano. O resultado representa alta de 3,6% sobre 2025.
Somados, aéreo e hotelaria movimentaram R$ 8,71 bilhões e concentraram aproximadamente 89% do faturamento registrado no levantamento.
Em agosto, o transporte aéreo também liderou a movimentação, com R$ 798 milhões em vendas e crescimento de 10,5% em relação ao mesmo mês de 2025.
Para Gustavo Feliciano, ministro do Turismo, os números refletem o avanço das viagens a trabalho e seus efeitos sobre outros segmentos. “Esse crescimento não significa apenas mais viagens, mas também mais empregos, mais hotéis movimentados e um setor de serviços mais forte na ponta”, afirma.
Aviação também registra crescimento
Os resultados do segmento corporativo coincidem com o avanço da movimentação aérea no País. Entre janeiro e agosto, a aviação doméstica transportou 68,3 milhões de passageiros, 4% acima do mesmo intervalo de 2025.
Em agosto, foram 8,93 milhões de passageiros domésticos, crescimento de 2,3% na comparação anual.
No mercado corporativo, porém, o aumento do faturamento aéreo foi mais intenso: 12% no acumulado do ano, três vezes a variação observada no número total de passageiros domésticos. Os indicadores medem universos diferentes e, isoladamente, não permitem atribuir a diferença a aumento de tarifas, maior volume de viagens corporativas ou mudanças no perfil das compras.













