A Omio, plataforma de reservas de viagens multimodais, divulgou a terceira edição do relatório anual NowNext 2026-2027, desenvolvido em parceria com a YouGov. O levantamento apresenta as principais tendências que devem influenciar o comportamento dos viajantes ao longo do próximo ano, com destaque para a busca por experiências personalizadas, o controle de despesas e a adaptação dos roteiros às condições climáticas.
A pesquisa ouviu 8.505 adultos em seis países: Brasil, Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos. Desse total, 7.357 entrevistados, incluindo 942 brasileiros, demonstraram alguma probabilidade de realizar viagens de lazer nos próximos 12 meses.
Os resultados indicam que o interesse por viagens permanece elevado, embora fatores econômicos, preferências individuais e mudanças climáticas tenham adquirido maior importância no planejamento. O estudo está dividido em duas partes: Travel Now, que atualiza indicadores de comportamento, e Travel Next, dedicada às tendências emergentes para o próximo ano.
Interesse por viagens segue elevado
Entre os entrevistados dos seis mercados, 73% afirmaram que provavelmente viajarão ou já reservaram férias para os próximos 12 meses. Além disso, 43% desejam viajar com maior frequência, percentual superior aos 32% registrados em 2025.
No Brasil, 18% consideram as viagens uma prioridade máxima, o dobro da média internacional, de 9%. A intenção de viajar também alcança 73% dos respondentes brasileiros, índice equivalente ao observado no conjunto dos países pesquisados.
Turismo doméstico mantém preferência
As viagens dentro do próprio país continuam entre as principais escolhas dos consumidores. Na média dos seis mercados, 66% pretendem realizar deslocamentos domésticos, enquanto 46% planejam conhecer outros países de seu continente.
Entre os brasileiros, a preferência por destinos nacionais chega a 76%, resultado dez pontos percentuais superior à média internacional. O indicador demonstra a importância do mercado interno para o planejamento turístico em 2027.
Ásia desperta interesse internacional
Entre os destinos localizados fora do continente de residência dos entrevistados, a Ásia aparece como a região mais desejada, mencionada por 18% dos participantes. Em 2025, esse percentual era de 13%.
No caso dos brasileiros, a Europa lidera a preferência entre as regiões fora da América do Sul, com 18% das respostas. A Ásia aparece como opção para 8% dos participantes do país.
Impactos do turismo influenciam escolhas
A preocupação com os efeitos da atividade turística sobre os destinos também interfere nas decisões dos viajantes. Nos últimos dois anos, 22% dos entrevistados passaram a viajar fora da alta temporada, enquanto 15% pesquisaram regras para visitantes e a percepção das comunidades locais.
No Brasil, 21% dos participantes afirmaram ter escolhido períodos de menor movimento para suas viagens. Outros 17% buscaram informações sobre as regras dos destinos e a postura dos moradores em relação aos turistas.
Instabilidade global afeta planejamento
Questões internacionais e episódios de instabilidade influenciam os planos de viagem de 75% dos entrevistados. Entre eles, 36% afirmaram que pretendem priorizar destinos considerados seguros e politicamente estáveis.
A preocupação é ainda maior entre os brasileiros: 84% declararam que acontecimentos globais poderão interferir em suas decisões de viagem, nove pontos percentuais acima da média dos mercados analisados.
Orçamento ganha importância nas decisões
O controle financeiro aparece como uma das principais preocupações dos consumidores. Segundo o relatório, 78% dos participantes pretendem adotar alguma estratégia para reduzir despesas com viagens. Entre as medidas mais citadas estão procurar ofertas ou manter flexibilidade no planejamento (32%), viajar na baixa temporada (30%) e organizar as férias com antecedência (29%).
Entre os brasileiros, 88% pretendem utilizar pelo menos uma estratégia para administrar os gastos, percentual dez pontos superior ao registrado no conjunto dos seis países.
Gerações adotam estratégias diferentes
A Geração Z demonstra disposição para ajustar o orçamento e garantir suas viagens. No levantamento internacional, 34% dos jovens dessa geração planejam as férias com maior antecedência, ante 23% dos Baby Boomers. Além disso, 26% reduzem outras despesas para viajar, contra 16% dos participantes mais velhos.
No Brasil, entretanto, os Baby Boomers apresentam maior tendência ao planejamento antecipado, com 39%, diante de 35% da Geração Z. Já a redução de outros gastos é mencionada por 32% dos jovens brasileiros, em comparação com 22% dos Baby Boomers.
Roteiros com múltiplos destinos ganham espaço
As viagens que combinam diferentes cidades ou localidades dentro de uma mesma região aparecem entre as tendências para 2027. Segundo a Omio, 48% dos entrevistados consideram seriamente ou já planejam esse formato de roteiro. No Brasil, o percentual alcança 53%.
Entre os brasileiros interessados nessa modalidade, 30% buscam experiências mais variadas e memoráveis, enquanto outros 30% pretendem aproveitar melhor o tempo ou obter maior custo-benefício. Para 19%, o próprio deslocamento entre os destinos faz parte da experiência turística.
Descanso e praticidade também atraem viajantes
Embora parte dos consumidores procure aproveitar intensamente cada momento das férias, outros demonstram preferência por experiências mais tranquilas. Entre os brasileiros, 25% consideram mais atraente retornar a um destino conhecido, enquanto 27% valorizam viagens dedicadas principalmente ao descanso.
A facilidade de deslocamento também influencia as escolhas: 27% preferem destinos de acesso simples e com boa mobilidade interna. Outros 19% demonstram maior interesse em permanecer em uma única localidade, enquanto 15% valorizam lugares nos quais já sabem o que esperar.
Calor influencia escolha de destinos e períodos
As chamadas coolcations, viagens planejadas para evitar temperaturas elevadas, também aparecem no levantamento. No Brasil, 83% dos participantes considerariam alguma adaptação em suas férias devido ao calor. Entre eles, 21% escolheriam outra época do ano, enquanto 26% avaliariam destinos mais frescos, regiões de maior altitude ou paradas em locais com temperaturas amenas.
No cenário internacional, 76% adotariam alguma medida semelhante. A mudança de mês ou estação foi mencionada por 37%, enquanto 21% considerariam destinos mais frescos. Outros 23% reorganizariam as atividades para os horários menos quentes, e 29% adaptariam horários, trajetos ou meios de transporte.
Paixões pessoais motivam viagens mais longas
Eventos, shows e interesses particulares também influenciam a disposição dos turistas para viajar. Entre os brasileiros, 78% visitariam destinos que normalmente não considerariam por causa de uma paixão pessoal, percentual superior à média internacional de 71%. Além disso, 61% aceitariam gastar significativamente mais, enquanto 63% fariam deslocamentos mais longos ou menos confortáveis.
As concessões também atingem a rotina pessoal: 73% utilizariam a maior parte de seus dias de férias para esse tipo de viagem, 58% adiariam ou abririam mão de outras férias e 52% reorganizariam compromissos importantes.
Para Naren Shaam, CEO da Omio, “os viajantes estão cada vez mais interessados em assumir um papel ativo no planejamento de suas jornadas, organizando as viagens de acordo com suas próprias prioridades, seja em roteiros com várias paradas ou em férias mais tranquilas e em destinos familiares, sem deixar de estar preparados para adaptar os planos quando necessário. Nosso objetivo é facilitar o gerenciamento dessa complexidade, oferecendo mais controle aos viajantes e, ao mesmo tempo, preservando espaço para as conexões humanas espontâneas que tornam as viagens verdadeiramente memoráveis. Na Omio, estamos desenvolvendo uma plataforma nativa em IA que ajuda os viajantes a descobrir, comparar e reservar a viagem ideal para suas necessidades, com menos obstáculos em todas as etapas, da inspiração ao destino final.”
O relatório completo NowNext 2026-2027 pode ser consultado no site oficial da Omio.








