A Kontrip, travel tech do Grupo Kontik especializada em viagens e despesas corporativas, integrou seus serviços aos assistentes de inteligência artificial Claude, da Anthropic, e Copilot, da Microsoft, para simplificar a organização de viagens a trabalho. A solução permite pesquisar, comparar e reservar passagens aéreas por meio de conversas em texto ou voz, além de consultar opções de hospedagem e acompanhar aprovações pendentes.
A iniciativa acompanha o interesse crescente do setor pela utilização de inteligência artificial na gestão de deslocamentos. Segundo pesquisa da Global Business Travel Association (GBTA), divulgada em maio de 2026, 83% dos compradores de viagens corporativas demonstram interesse em realizar reservas por conversa com ferramentas de IA. O levantamento ouviu 269 profissionais dos Estados Unidos, Canadá e Europa, entre 10 e 23 de março.
Disponível desde julho de 2026, a integração permite que o usuário informe destino, período e preferências para consultar alternativas de viagem diretamente no assistente. As políticas corporativas previamente configuradas na plataforma da Kontrip são consideradas durante o processo, permitindo identificar opções compatíveis com as regras da empresa e acompanhar solicitações que dependem de aprovação.
A conexão utiliza o MCP, protocolo que permite integrar ferramentas de inteligência artificial às funcionalidades da plataforma. Com isso, a interação por conversa passa a ser uma alternativa para acessar os serviços da Kontrip, mantendo as regras corporativas como referência para a organização das viagens.
“O custo de uma viagem também inclui um trabalho que nem sempre aparece no orçamento: pesquisar voos, comparar hotéis, conferir políticas e acompanhar aprovações. Essas tarefas ficam diluídas na rotina, mas consomem tempo que poderia ser dedicado a clientes, projetos e negociações. Com as integrações, buscamos simplificar esse trabalho e concentrá-lo nas ferramentas que o profissional já utiliza”, afirma Peterson Prado, sócio e CEO da Kontrip.
Eficiência além do preço da passagem
A proposta também considera o impacto do tempo de deslocamento na gestão das despesas corporativas. Uma tarifa mais baixa pode envolver conexões prolongadas, exigir uma diária adicional ou reduzir o período disponível para compromissos no destino. Por isso, a escolha do itinerário precisa considerar a relação entre duração da viagem, agenda profissional e orçamento.
Na avaliação da Kontrip, a análise conjunta desses fatores permite identificar oportunidades de economia sem comprometer os objetivos do deslocamento. A tecnologia facilita a consulta às alternativas disponíveis, enquanto as políticas da empresa orientam as decisões de compra.
“Uma viagem precisa fazer sentido para a agenda e para o orçamento da empresa. A passagem mais barata pode exigir mais horas de deslocamento ou gerar outras despesas. Quando analisamos o contexto completo, conseguimos orientar melhor a escolha e buscar economia com eficiência. A tecnologia facilita o acesso às alternativas, enquanto as políticas da empresa orientam a decisão”, acrescenta Prado.
Desafio é transformar IA em resultados
Apesar do interesse pela tecnologia, a adoção da inteligência artificial ainda enfrenta desafios para gerar resultados concretos nos programas de viagens corporativas. Na mesma pesquisa da GBTA, 58% dos compradores afirmaram que a tecnologia havia causado pouco ou nenhum impacto em seus programas até aquele momento.
Nesse cenário, a aplicação da IA a tarefas específicas e a mensuração dos resultados tornam-se aspectos importantes para avaliar sua contribuição à operação. Entre os indicadores que podem ser acompanhados estão o tempo necessário para concluir uma reserva, a quantidade de intervenções manuais e a conformidade das escolhas com as políticas corporativas.









