A realização do Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1, entre 6 e 8 de novembro, elevou a ocupação dos hotéis mais procurados da capital paulista para cerca de 95%. Segundo estimativas da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado de São Paulo (ABIH-SP), a expectativa é de que os empreendimentos alcancem níveis próximos da capacidade máxima até a manhã da corrida.
Com os ingressos destinados ao público já comercializados, a previsão é de que mais de 300 mil visitantes passem pelo evento ao longo dos três dias. Cerca de 75% desse público deve vir de fora da capital, incluindo moradores do interior paulista, turistas de outros estados e estrangeiros. Entre os principais mercados internacionais estão Argentina, Estados Unidos e México.
Jeferson Munhoz, vice-presidente da ABIH-SP, avalia que a competição movimenta diferentes segmentos da economia paulistana, com impacto que vai além do Autódromo de Interlagos.
“A Fórmula 1 vai muito além do Autódromo de Interlagos. Ela movimenta hotéis, restaurantes, bares, transporte, comércio, entretenimento e uma extensa cadeia de serviços. Quando recebemos um evento dessa dimensão, a hotelaria funciona como um dos principais termômetros do impacto econômico gerado pelo fluxo de visitantes”, afirma Munhoz.
Procura se espalha por diferentes regiões
Os hotéis próximos ao Autódromo José Carlos Pace, em Interlagos, estão entre os primeiros a registrar índices elevados de ocupação. A procura também alcança outras áreas da cidade, especialmente a Zona Sul, os Jardins, a região da Avenida Paulista e o Centro.
Além dos espectadores, a demanda hoteleira inclui patrocinadores, fornecedores, equipes técnicas e profissionais envolvidos na organização da prova. Grandes patrocinadores internacionais com operações no Brasil utilizam diferentes empreendimentos simultaneamente, enquanto equipes e estruturas de apoio distribuem seus profissionais entre dois ou três hotéis.
“É uma demanda que começa antes da chegada do público às arquibancadas e envolve uma operação sofisticada. Equipes, patrocinadores, fornecedores, executivos e convidados permanecem vários dias na cidade e utilizam diferentes categorias de hospedagem. O efeito econômico, portanto, é muito mais amplo do que a diária do fim de semana da corrida”, observa Marcos Vilas Boas.
Evento movimenta cadeia turística
A ABIH-SP destaca que a realização de eventos internacionais contribui para reduzir períodos de menor demanda e ampliar a competitividade de São Paulo nos segmentos de negócios, lazer e entretenimento. Além da hospedagem, o fluxo de visitantes estimula o consumo em restaurantes, bares, estabelecimentos comerciais, serviços de transporte e atrações turísticas.
Marcos Vilas Boas também aponta a importância da continuidade dos investimentos na infraestrutura e na experiência oferecida aos visitantes para ampliar os resultados gerados por eventos de grande porte.
“São Paulo possui uma infraestrutura hoteleira diversificada e preparada para receber grandes fluxos. Nosso desafio é fazer com que cada evento deixe ainda mais benefícios para a cidade, incentive o visitante a permanecer por mais tempo e fortaleça toda a economia do turismo”, conclui.
O Formula 1 MSC Cruises Grande Prêmio de São Paulo será disputado no Autódromo José Carlos Pace, em Interlagos. A programação ocorre de 6 a 8 de novembro, com a corrida principal marcada para domingo (8).







