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Turismo brasileiro supera 2,4 milhões de empregos formais em 2026

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Turismo brasileiro
Atualmente há 2,4 milhões de pessoas trabalhando no setor. Crédito:: Divulgação/MTur

O turismo brasileiro iniciou 2026 em ritmo de crescimento também no mercado de trabalho. Dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram que o setor criou 86.826 empregos formais entre março de 2025 e março deste ano, alcançando um total de 2.404.921 trabalhadores com carteira assinada em atividades ligadas ao turismo.

O avanço acompanha outros indicadores positivos registrados pelo setor nos últimos meses, como recordes na aviação doméstica e no fluxo de turistas internacionais. O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destacou o desempenho da atividade às vésperas do Salão do Turismo.

“São sucessivas estatísticas e indicadores que colocam o turismo como setor essencial na geração de riqueza para o país e de renda para a população. Só temos a comemorar! Isso mostra que estamos no caminho certo. O turismo ganhou destaque no governo Lula e segue em constante ritmo de crescimento”, afirmou Gustavo Feliciano.

Comparação mensal aponta recuperação

O levantamento do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostra que o cenário atual representa uma recuperação importante frente ao mesmo período do ano passado. Em março de 2025, o saldo entre admissões e desligamentos no turismo havia sido negativo em 7.118 vagas. Na ocasião, o setor somava 2.318.095 trabalhadores formais.

Já em março de 2026, o saldo foi positivo em 7.959 postos de trabalho. No acumulado do primeiro trimestre, entre janeiro e março, foram abertas 11.570 vagas, acima das 6.589 registradas no mesmo intervalo de 2025.

“São mais vagas criadas, o que demonstra o crescimento sustentável do setor. O turismo tem sido um dos principais motores da economia brasileira”, celebrou o ministro.

Alimentação lidera geração de vagas

Entre as atividades analisadas, alimentação foi o segmento com maior crescimento no comparativo entre os primeiros trimestres de 2025 e 2026, com saldo positivo de 44.618 vínculos adicionais. Em seguida aparecem alojamento, com 13.386 vagas, e transporte terrestre, com 11.142 empregos gerados.

O levantamento considera oito atividades características do turismo, incluindo hospedagem, alimentação, transporte aéreo, terrestre e aquaviário, aluguel de transporte, agências de viagens e atividades culturais e de lazer.

Indicadores seguem em alta

Além da geração de empregos, o turismo brasileiro acumula crescimento em diferentes áreas ao longo de 2026. Segundo dados da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas, o turismo de negócios movimentou R$ 1,47 bilhão em março, resultado 31% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior.

Já o Banco Central do Brasil aponta que turistas estrangeiros gastaram R$ 16 bilhões no país entre janeiro e março, alta de 12% na comparação anual.

Na aviação doméstica, dados da Agência Nacional de Aviação Civil mostram que 25,2 milhões de passageiros viajaram pelo Brasil no primeiro trimestre, crescimento de 6,17% frente ao mesmo período de 2025.

O fluxo internacional também segue em alta. Informações do Ministério do Turismo, da Embratur e da Polícia Federal revelam que o país recebeu 3,742 milhões de turistas estrangeiros entre janeiro e março, número recorde para o período.

Salão do Turismo começa em Fortaleza e reúne todo o Brasil em três dias de evento

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SALÃO TURISMO FORTALEZA
Salão do Turismo começa na quinta-feira (07). Foto: Roberto Castro/MTur

Fortaleza se torna, a partir desta quinta-feira (7), o principal ponto de encontro do turismo nacional com a realização do Salão do Turismo. Pela primeira vez sediado na região Nordeste, o evento ocupa o Centro de Eventos do Ceará até o dia 9 de maio, reunindo representantes das 27 unidades federativas, profissionais do trade, autoridades e o público final em uma imersão pela diversidade cultural e econômica do país.

Com entrada gratuita, o evento consolida-se como uma plataforma estratégica para promoção de destinos, geração de negócios e qualificação profissional. Gustavo Feliciano, ministro do Turismo, reforça a relevância do encontro para o setor. “O Salão é a melhor oportunidade para o brasileiro conhecer, em um só lugar, novos destinos e culturas de todo o Brasil. Viajar é para todo mundo, e este evento mostra que o turismo tem um leque enorme de possibilidades. Também é um espaço de qualificação e, principalmente, de negócios. Será imperdível!”, afirmou.

Como garantir sua entrada

O Salão do Turismo é um evento 100% gratuito. Para participar, é necessário realizar o credenciamento prévio por meio do portal oficial. A inscrição é rápida e garante acesso a toda a programação.

Como chegar ao evento

A feira será realizada no Centro de Eventos do Ceará, com acesso facilitado por diferentes modais de transporte. Os visitantes podem optar por transporte público, táxis ou aplicativos de mobilidade, além de contar com orientações de rotas disponibilizadas pela organização.

Programação e horários

O Salão do Turismo acontece entre os dias 7 e 9 de maio. As atividades do Núcleo do Conhecimento, voltadas a palestras e encontros técnicos, têm início às 9h. Já a abertura dos estandes, as rodadas de negócios e as apresentações culturais ocorrem a partir das 13h.

O que você vai encontrar por lá

Com expositores das 27 unidades federativas, o evento reúne destinos, empresas, associações e toda a cadeia produtiva do turismo em um único espaço. A estrutura foi planejada para oferecer uma experiência completa, segmentada em áreas temáticas.

Diversidade

No espaço das Macrorregiões, o visitante pode conhecer destinos, gastronomia e experiências de todo o país. Já a área de Manifestações Culturais reúne atrações como bois-bumbás do Festival de Parintins, apresentações de forró e humoristas cearenses ao longo dos três dias.

Diversão e Culinária

O setor de Parques e Atrações apresenta opções de lazer espalhadas pelo Brasil. Já o Armazém da Agricultura Familiar reúne 18 expositores de nove estados, com mais de 80 produtos para degustação. O espaço de Artesanato conta com peças de moda e decoração produzidas por 37 artesãos de 14 estados.

Negócios

Voltado ao trade, o evento também amplia as oportunidades de capacitação e geração de receita. A segunda edição do Brasil Mais Crédito para o Turismo oferece orientação e acesso a linhas de financiamento do Fundo Geral de Turismo (Fungetur), com possibilidade de simulação no local.

O Espaço para Negócios promove encontros e rodadas comerciais, enquanto o Núcleo do Conhecimento reúne especialistas para debater tendências e desafios do setor.

Dólar cai abaixo de R$ 4,90 com avanço em negociações EUA-Irã

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Dólar recua com expectativa de acordo no Oriente Médio. Crédito: Natasha Chebanoo/pexels
Dólar recua com expectativa de acordo no Oriente Médio. Crédito: Natasha Chebanoo/pexels

O dólar abriu em queda nesta quarta-feira (6) e chegou a operar abaixo de R$ 4,90, refletindo o otimismo do mercado com sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio.

Por volta das 9h05, o dólar comercial registrava recuo de 0,36%, cotado a R$ 4,894 na venda. Na abertura, chegou a R$ 4,888. Já o dólar futuro para junho, o contrato mais líquido na B3, apresentava queda de 0,17%, negociado a R$ 4,932.

No mercado à vista, as cotações indicavam compra a R$ 4,899 e venda a R$ 4,900.

Otimismo com possível acordo

O movimento ocorre após forte queda da moeda na véspera, impulsionada por notícias de que Washington e Teerã estariam próximos de um entendimento para encerrar a guerra no Golfo.

Segundo informações divulgadas por agências internacionais, uma fonte do Paquistão, que atua como mediador, afirmou que as partes estariam se aproximando de um memorando de entendimento para encerrar o conflito. O site Axios reportou que os Estados Unidos aguardam respostas iranianas sobre pontos-chave nas próximas 48 horas, indicando que este seria o momento mais próximo de um acordo desde o início da guerra.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que, caso o Irã cumpra os termos acordados, o conflito poderá ser encerrado e o Estreito de Ormuz reaberto ao tráfego internacional.

O Estreito de Ormuz é considerado estratégico para o comércio global de petróleo, e seu eventual desbloqueio tende a reduzir pressões sobre os preços internacionais do combustível, impactando moedas de países emergentes como o Brasil.

Reflexos no câmbio

O recuo do dólar frente ao real ocorre em meio à melhora do ambiente externo, que favorece ativos de maior risco. A perspectiva de descompressão geopolítica no Oriente Médio contribui para redução da aversão ao risco global, favorecendo moedas de países exportadores e mercados emergentes.

Analistas acompanham os desdobramentos das negociações e a evolução do cenário geopolítico, que seguem como fatores determinantes para o comportamento da taxa de câmbio nos próximos dias.

Emirados fecham espaço aéreo parcialmente após ataque iraniano

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Espaço aéreo dos Emirados opera com restrições até 11 de maio. Crédito: Lina Vixenlin/pexels
Espaço aéreo dos Emirados opera com restrições até 11 de maio. Crédito: Lina Vixenlin/pexels

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram o fechamento parcial de seu espaço aéreo nesta terça-feira (5), após interceptarem 19 mísseis e drones disparados pelo Irã na segunda-feira (4). Segundo Aviso aos Aeronavegantes (Notam) as aeronaves passam a operar apenas por rotas específicas até 11 de maio.

O ataque marcou a primeira ofensiva desde o início do cessar-fogo anunciado no começo de abril. De acordo com autoridades emiradenses, os projéteis teriam como alvo instalações e locais civis. O governo condenou a ação e afirmou que se reserva o direito de responder.

Impacto na aviação

A decisão afeta operações sobre o território dos Emirados, um dos principais hubs de conexão aérea global. O Aeroporto Internacional de Abu Dhabi e o Aeroporto Internacional de Dubai são rotas estratégicas para voos intercontinentais entre Europa, Ásia, África e Oceania.

O fechamento parcial pode provocar atrasos, desvios e ajustes de malha por companhias aéreas que cruzam o espaço aéreo da região. Nos últimos meses, o conflito no Oriente Médio já vinha impactando rotas, especialmente devido às restrições no Golfo Pérsico e à instabilidade no Estreito de Ormuz.

Os Emirados têm sido um dos países mais atingidos por ofensivas aéreas nos últimos dois meses, segundo autoridades locais.

Escalada regional

O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã teve início em 28 de fevereiro, após ataques coordenados em território iraniano. Desde então, houve ofensivas e retaliações envolvendo países do Golfo, incluindo Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.

Autoridades iranianas afirmam que os alvos são interesses dos Estados Unidos e de Israel na região. Já os Emirados sustentam que os recentes ataques atingiram áreas civis.

O cenário mantém elevada a tensão no Oriente Médio e reforça a instabilidade para a aviação comercial internacional, especialmente em um período de alta temporada no Hemisfério Norte.

Latam prepara expansão com E2 e aposta na otimização da malha doméstica

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Latam aposta no Embraer E2 para expandir rotas no Brasil. Crédito: DIvulgação/Latam
Latam aposta no Embraer E2 para expandir rotas no Brasil. Crédito: DIvulgação/Latam

A Latam Airlines Group prepara uma nova fase de expansão no Brasil com a incorporação das aeronaves Embraer E2, que devem começar a operar a partir do último trimestre deste ano.

Segundo Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil, os primeiros destinos atendidos pelo E2 ainda serão anunciados, com previsão para a segunda quinzena de junho, quando também devem ser abertas as vendas. Inicialmente, as aeronaves serão destinadas exclusivamente ao mercado doméstico brasileiro.

“O E2 vai entrar de forma natural na nossa rede, complementando a operação atual e permitindo crescimento com rentabilidade”, afirmou cadier.

A estratégia da companhia prevê três frentes principais para utilização do modelo. A primeira envolve a abertura de novos destinos, especialmente aeroportos menores que hoje não comportam aeronaves da família Airbus A320. Nesse cenário, a Latam estima operar ao menos cinco novos destinos.

Além disso, o E2 será utilizado para otimizar rotas já existentes, ajustando a capacidade de acordo com a demanda. Em determinados mercados, a aeronave pode substituir modelos maiores, como o A319, melhorando a eficiência operacional.

A terceira aplicação está relacionada ao aumento de frequências. A nova aeronave permitirá ampliar horários e oferta de voos em rotas já operadas, melhorando a conectividade e a experiência do cliente.

“Não é uma mudança radical na estratégia de rede, mas uma complementação bastante eficiente e rentável”, explicou o CEO.

A expansão também está alinhada à estratégia de fortalecimento dos hubs da companhia, como Aeroporto de Guarulhos e Brasília, ampliando a distribuição de passageiros e a conectividade regional.

No médio prazo, a Latam não descarta utilizar o E2 fora do Brasil, mas essa possibilidade deve ser avaliada apenas a partir de 2027, quando a frota estiver mais consolidada. Até lá, a prioridade será atender o mercado doméstico.

A chegada das novas aeronaves também reforça a estratégia da companhia de crescimento com eficiência, em um momento de maior volatilidade no setor. Para Cadier, o modelo oferece flexibilidade e amplia o alcance da operação sem comprometer a rentabilidade.

A decisão ocorre em um contexto de expansão gradual da malha e maior atenção à eficiência de custos, especialmente diante do cenário de alta do combustível. Ainda assim, a companhia mantém o plano de crescimento sustentável.

Combustível pressiona custos da Latam, mas grupo mantém resiliência operacional

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Mesmo com o aumento expressivo de custos, a Latam mantém sua política de gestão de receitas baseada em demanda e posicionamento de produto. Crédito: DIvulgação/Latam
Mesmo com o aumento expressivo de custos, a Latam mantém sua política de gestão de receitas baseada em demanda e posicionamento de produto. Crédito: DIvulgação/Latam

A escalada no preço do combustível tornou-se o principal fator de pressão para a Latam Airlines Group neste ano, impondo ajustes operacionais e revisão de premissas financeiras. Ainda assim, a companhia sustenta uma leitura de resiliência, apoiada em eficiência operacional, liquidez robusta e estratégia de crescimento com rentabilidade.

Durante a apresentação de resultados realizada nesta terça-feira (5), Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil, afirmou que o cenário exige cautela, mas não compromete a trajetória da empresa. “A principal variável que está influenciando o negócio agora é o custo do combustível, e ela não depende da Latam”, disse. Segundo o executivo, o grupo seguirá crescendo, ainda que com ajustes na operação.

Na prática, os impactos já começaram a aparecer. De acordo com Cadier, a companhia realizou ajustes pontuais de capacidade, com redução de cerca de 3% na operação de junho em relação ao planejado inicialmente. Até o momento, não houve cancelamentos relevantes, mas o executivo reconhece que decisões mais estruturais podem ser tomadas para o terceiro e quarto trimestres.

“Os ajustes de capacidade acontecem com antecedência. Cancelar voos de curto prazo gera pouca economia, porque os voos já estão vendidos”, explicou.

Do ponto de vista financeiro, o CFO Ricardo Bottas detalhou a magnitude do impacto. Segundo ele, a alta do combustível gerou efeito de cerca de US$ 40 milhões no primeiro trimestre, mas a projeção para o segundo trimestre é significativamente mais alta. “Com base na premissa de US$ 170 por barril, o impacto pode superar US$ 700 milhões em apenas três meses”, afirmou.

A companhia partiu de uma referência de US$ 90 por barril no fim de 2025 para patamares que chegaram a US$ 200 durante picos de volatilidade ligados a tensões no Oriente Médio. Atualmente, o preço oscila entre US$ 160 e US$ 170, sem previsibilidade clara de estabilização.

Mesmo com o aumento expressivo de custos, a Latam mantém sua política de gestão de receitas baseada em demanda e posicionamento de produto. Bottas destacou que não há estratégia oportunista de preços. “Não existe nenhuma implementação de nova estratégia para aproveitar o cenário. O que existe é consistência na entrega de um produto diferenciado”, afirmou.

O executivo explicou ainda que o repasse do custo ao consumidor depende do timing de vendas e da resiliência da demanda. Como boa parte dos bilhetes é comercializada com antecedência, o impacto tende a ser absorvido gradualmente ao longo dos trimestres seguintes.

Além disso, a empresa reforça sua posição financeira como diferencial competitivo. “A força do nosso balanço e a nossa liquidez nos permitem enfrentar esse momento adverso de forma saudável e resiliente”, disse Bottas.

A companhia encerrou o trimestre com liquidez elevada e sem pressão relevante de endividamento de curto prazo, o que amplia sua capacidade de resposta diante da volatilidade.

Para o restante do ano, a Latam adota postura de monitoramento constante do mercado, com possíveis ajustes adicionais na oferta, sempre condicionados à ev olução do preço do combustível e à resposta da demanda.

“Melhor trimestre da história da Latam”, afirma Cadier sobre lucro de US$ 576 milhões

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Jerome Cadier, CEO da Latam no Brasil. Crédito: Maurício Herschander/ Brasilturis
Jerome Cadier, CEO da Latam no Brasil. Crédito: Maurício Herschander/ Brasilturis

A Latam encerrou o primeiro trimestre com o que classificou como o melhor resultado trimestral de sua história, sustentado por crescimento de capacidade, alta demanda, fortalecimento das receitas premium e investimentos contínuos em produto e atendimento. Segundo Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil, o desempenho reflete uma estratégia construída de forma consistente nos últimos anos, com foco em pontualidade, experiência do cliente e eficiência operacional.

“Esse primeiro trimestre a Latam apresentou um desempenho histórico. Esse desempenho é resultado da estratégia acertada e absolutamente consistente dos últimos anos”, afirmou Cadier. O executivo destacou que a companhia mantém, há seis ou sete anos, posição entre as empresas aéreas mais pontuais do mundo, além de registrar níveis recordes de satisfação dos clientes.

No período, o Latam Airlines Group reportou lucro líquido de US$ 576 milhões e margem operacional ajustada de 19,8%, resultado impulsionado pelo crescimento de 10,4% na capacidade consolidada e pela solidez do modelo de negócios.

Ao todo, foram transportados 22,9 milhões de passageiros, alta de 9,1% em relação ao mesmo intervalo de 2025, com fator de ocupação consolidado de 85,3%. O avanço foi puxado principalmente pelo desempenho do segmento internacional e pelo mercado doméstico da Latam Airlines Brasil. No transporte de cargas, as afiliadas movimentaram mais de 250 mil toneladas, com destaque para a temporada de flores da Colômbia e do Equador com destino aos Estados Unidos.

O Ebitda ajustado atingiu US$ 1,3 bilhão. A empresa informou impacto de aproximadamente US$ 40 milhões decorrente da alta no preço do combustível. Mesmo assim, gerou US$ 391 milhões em caixa no trimestre e encerrou o período com liquidez total superior a US$ 4,1 bilhões, equivalente a 27% da receita dos últimos 12 meses.

“A Latam iniciou 2026 mantendo a tendência observada em 2025 e consolidando seu desempenho financeiro, com crescimento sustentado em receitas, margens e geração de caixa”, afirmou Ricardo Bottas, CFO do grupo.

Revisão de guidance e impacto do combustível

Diante da volatilidade do mercado e da elevação do querosene de aviação, a companhia revisou suas projeções para 2026. O CASK ajustado de passageiro, excluindo combustível, foi estimado entre 4,50 e 4,70 centavos de dólar, enquanto o EBITDA ajustado projetado varia entre US$ 3,8 bilhões e US$ 4,2 bilhões.

A empresa também atualizou premissas de combustível, considerando US$ 170 por barril no segundo e terceiro trimestres e US$ 150 no quarto trimestre. Apenas no segundo trimestre, a Latam projeta despesas adicionais superiores a US$ 700 milhões com combustível.

O grupo estima índice de alavancagem líquida ajustada igual ou inferior a 1,8x e liquidez mínima de US$ 4,5 bilhões ao longo do ano. A companhia afirmou que pretende mitigar os impactos por meio de ajustes de capacidade, gestão de receita, controle de custos e política de hedge.

Estratégia premium e sustentabilidade

Entre os destaques operacionais, a Latam tornou-se a primeira companhia aérea latino-americana a alcançar classificação 4 estrelas no ranking da Skytrax. O grupo também anunciou que sua futura frota de Airbus A321XLR contará com cabine Premium Business com assentos totalmente reclináveis e portas individuais.

Na agenda ESG, a empresa foi reafirmada pela S&P Global como a quinta companhia aérea mais sustentável do mundo e a primeira no Hemisfério Ocidental pelo segundo ano consecutivo.

Além disso, em abril, a Latam Airlines Brasil anunciou acordo comercial de longo prazo com a Delta Air Lines para serviços de manutenção em São Carlos, São Paulo, com foco em componentes da família Airbus A320.

Air France renova serviço Premium com novo menu

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Segunda refeição da cabine Premium Crédito: DIvulgação/Air France
Segunda refeição da cabine Premium Crédito: DIvulgação/Air France

A Air France anunciou a reformulação da segunda refeição servida na cabine Premium em voos com duração superior a sete horas. A tradicional caixinha “Bon Appétit”, anteriormente semelhante à oferta da classe Econômica, foi substituída por um serviço exclusivo, desenvolvido especificamente para essa cabine.

A nova refeição é apresentada em bandeja alinhada à identidade visual da classe Premium e adaptada ao horário do voo. Em rotas noturnas, os passageiros recebem café da manhã continental na chegada, com viennoiserie, fromage frais com granola e pão, nos voos com mais de dez horas. Em voos diurnos, a oferta inclui snack com seleção de sanduíches tipo club, inclusive opção vegetariana. Em trajetos superiores a dez horas, a refeição é complementada com salada e pão.

Assinatura Michelin e foco em ingredientes franceses

A cabine Premium mantém a refeição principal ao estilo francês, com entrada, escolha entre dois pratos quentes, queijos e sobremesa, servidos em louças eco-friendly com talheres de aço inox. Após a decolagem, conforme o horário, os passageiros são recepcionados com taça de champanhe.

Os pratos principais têm assinatura do chef Frédéric Simonin, detentor de estrela Michelin e do título de Meilleur Ouvrier de France. As receitas são elaboradas em parceria com a Servair, com prioridade para ingredientes frescos e sazonais, carnes e laticínios 100% franceses e peixes de origem sustentável. O serviço está disponível em voos com saída de Paris, incluindo rotas para o Brasil, além de estações como Pointe-à-Pitre, Fort-de-France, Caiena, Saint-Denis de La Réunion e bases nos Estados Unidos e Canadá.

A seleção de sobremesas inclui éclair de baunilha, Paris-Brest e fondant de chocolate. Em voos diurnos acima de dez horas partindo de Paris, são servidos sorvetes artesanais produzidos no sul da França. A carta de bebidas reúne vinhos e cervejas franceses, além de champanhes selecionados por Xavier Thuizat, head sommelier da companhia. Neste verão europeu, será lançado coquetel exclusivo criado pelo mixologista Matthias Giroud.

Conforto ampliado e prioridade no aeroporto

Vale lembrar que a cabine Premium está presente em toda a malha de longa distância da Air France, com novo assento reclinável disponível em mais de 80% da frota. O encosto reclina até 124°, com maior espaço para as pernas, apoio ajustável para os pés e telas individuais de 13,3 polegadas com tecnologia 4K Ultra HD.

Os passageiros recebem kit de conforto, manta, travesseiro e, conforme a aeronave, fones com cancelamento de ruído. A companhia implementa gradualmente Wi-Fi gratuito de alta velocidade em quase toda a frota até o fim do ano.

Clientes Premium também contam com benefício SkyPriority, com check-in e despacho prioritários, acesso facilitado aos controles de segurança e imigração, embarque prioritário e entrega acelerada de bagagens.

Atendendo à demanda local, Vale dos Vinhedos (RS) inaugura ciclovia de 4,4 km

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Vale dos Vinhedos inaugura ciclovia de 4,4 km na RS-444 Crédito: Divulgação/Naiara Martini
Vale dos Vinhedos inaugura ciclovia de 4,4 km na RS-444 Crédito: Divulgação/Naiara Martini

O Vale dos Vinhedos inaugura, no próximo sábado (9), a Ciclovia do Vale dos Vinhedos, projeto articulado pela Aprovale e aguardado há duas décadas pela comunidade local. Com 4,4 quilômetros de extensão ao longo da RS-444, conhecida como Estrada do Vinho, a obra qualifica a mobilidade, amplia a segurança viária e fortalece a experiência turística em um dos principais destinos de enoturismo do Brasil.

Idealizada em 2005, a ciclovia é resultado de um processo que envolveu diferentes gestões públicas, articulação institucional e ajustes técnicos ao longo de mais de 20 anos. O trajeto inicia na ponte próxima à unidade da Vinícola Aurora no Vale e segue até a Linha 8 da Graciema, nas imediações do Hotel Villa Michelon.

Além de ampliar a segurança de moradores e visitantes, a ciclovia cria novas possibilidades de turismo ativo e sustentável, integrando paisagem, cultura e deslocamento de forma mais harmônica.

O projeto contempla pista ciclável com 2,5 metros de largura, calçada para pedestres, paisagismo, iluminação, drenagem, sinalização e pavimentação. O investimento totaliza R$ 4,5 milhões, com recursos do Governo do Rio Grande do Sul, por meio do programa Avançar no Turismo, e contrapartida da Prefeitura de Bento Gonçalves. A execução foi coordenada pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano, IPURB.

Construção coletiva e desafios

Segundo o presidente da Aprovale, André Larentis, a entrega simboliza a continuidade institucional da entidade. “Mais do que um projeto, a ciclovia representa uma construção coletiva que atravessou diferentes gestões da Aprovale. Essa consistência foi fundamental para que hoje possamos celebrar essa entrega”, afirmou.

Durante a execução, a obra enfrentou desafios como intervenções em redes de abastecimento de água, impactos na mobilidade durante a vindima e os efeitos das enchentes que atingiram a região, exigindo readequações no cronograma.

A diretora de Enoturismo da Aprovale, Deborah Villas-Bôas Dadalt, destacou a articulação entre diferentes esferas públicas para viabilizar o projeto. “Estamos exultantes com esta bela obra conquistada para o Vale e já estamos nos movendo para tornar possível sua ampliação. Nossa comunidade e nossos turistas merecem”, declarou.

Big Thunder Mountain Railroad reabre com novidades na Disney

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Big Thunder
Big Thunder Mountain reabre na Disney com novos efeitos, trilhos renovados e experiência ampliada no Magic Kingdom. Crédito: Divulgação

O Walt Disney World Resort anunciou a reabertura da icônica Big Thunder Mountain Railroad, agora com novidades que ampliam a experiência dos visitantes. A atração, uma das mais tradicionais do parque, retorna com melhorias estruturais e novos elementos narrativos.

“Olá, parceiros… vocês devem manter todas as mãos, braços, pés e pernas dentro do trem, porque esta é a corrida mais selvagem do deserto!”

Ambientação mantém história clássica

A narrativa da atração continua ambientada nos tempos da corrida do ouro nos Estados Unidos. A história acompanha Barnabas T. Bullion, personagem que encontrou ouro na região de Big Thunder e criou a Big Thunder Mountain Company. No entanto, a exploração da montanha passa a enfrentar forças naturais misteriosas, que provocam falhas nas máquinas e desabamentos nas minas.

A proposta mantém o enredo original, mas com novos elementos que ampliam a sensação de aventura. Passageiros que embarcam nos trens desgovernados passam a vivenciar ainda mais intensamente o conflito entre exploração humana e natureza.

Reforma amplia experiência e segurança

Após uma reforma completa — que vai do topo da montanha até suas cavernas —, a atração retorna com trilhos novos e trens modernizados. As melhorias foram planejadas para preservar a identidade clássica da experiência, ao mesmo tempo em que adicionam novos níveis de movimento e detalhamento.

Outro destaque é a atualização nos padrões de segurança, que permitiu reduzir a altura mínima para participação para 38 polegadas, ampliando o acesso para públicos mais jovens.

Novos efeitos e cenários subterrâneos

Entre as novidades, estão cenas inéditas em cavernas naturais, com piscinas fosforescentes e formações rochosas iluminadas. O percurso subterrâneo ganha destaque com estalagmites e estalactites em tons iridescentes, criando um ambiente visualmente mais imersivo.

Apesar da beleza dos chamados Rainbow Caverns, o clima de tensão permanece. Sons vindos do interior da montanha sugerem que os visitantes não são bem-vindos, reforçando o tom de aventura da atração.

Com as atualizações, a Big Thunder Mountain Railroad volta a operar combinando tradição e novas experiências, mantendo seu status como uma das atrações mais populares do parque.