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Teresa Perez reúne 330 profissionais na 5ª edição do Trade Partners

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Tomas Perez, CEO do TP Group Crédito: Divulgação/TP Group
Tomas Perez, CEO do TP Group Crédito: Divulgação/TP Group

A Teresa Perez realizou, na última segunda-feira (4), a 5ª edição do Trade Partners, reunindo números recordes de participação. O encontro aconteceu no Club Athletico Paulistano e contou com 110 agências convidadas, 120 fornecedores internacionais e 100 colaboradores do TP Group, totalizando 330 profissionais envolvidos.

O Trade Partners tem como proposta ampliar a conexão entre compradores brasileiros e fornecedores internacionais que vêm ao país durante a semana da feira. Segundo a organização, o evento segue em expansão ano após ano.

A apresentação foi conduzida por Tomas Perez, Leonardo Mignani, Suellen Mendes e Giovana Jannuzzelli. Durante a programação, o CEO do TP Group destacou o crescimento do turismo nacional e compartilhou a visão estratégica do grupo.

“É excelente ver esse salão cada vez mais lotado. Eu estou muito otimista com o momento do turismo no Brasil e com o momento dos brasileiros. Nossa moeda está mais forte, o que faz com que o cliente de alto padrão queira viajar ainda mais. Além disso, vemos uma crescente no número de estrangeiros que escolhem vir ao Brasil”, afirmou Tomas Perez, CEO do TP Group.

Foco em conexão e resultados

Leonardo Mignani, vice-presidente comercial, reforçou o papel da área comercial no suporte às agências parceiras. “Nossa área comercial está totalmente à disposição para facilitar o processo de vendas e auxiliar toda a jornada dos clientes. Hoje é o dia em que comemoramos mais um evento focado na conexão. Espero que aproveitem para alavancar ainda mais os negócios”, declarou.

Em sua primeira participação no Trade Partners como diretora de B2B, Suellen Mendes anunciou os próximos encontros exclusivos promovidos pela empresa. Entre eles estão o Teresa Perez Ski Partners, marcado para 3 de setembro; o Africa Partners, em 24 de setembro; e o Cruise Partners, previsto para 19 de outubro.

A edição contou com patrocínio de IHG Hotels & Resorts, Accor, Aman Group, DOM Co. e Regent Seven Seas.

Visual Turismo leva agentes a Aruba em ação de capacitação no Caribe

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Visual Turismo promove famtrip em Aruba e reforça capacitação de agentes de viagens no destino caribenho. Crédito: Divulgação
Visual Turismo promove famtrip em Aruba e reforça capacitação de agentes de viagens no destino caribenho. Crédito: Divulgação

A Visual Turismo realizou, até o fim da última semana, um famtrip exclusivo para Aruba, reunindo um grupo seleto de agentes de viagens em uma imersão completa no destino. A ação integra a estratégia da operadora de investir na capacitação contínua de seus parceiros por meio de vivências práticas, com foco em qualificar a recomendação ao cliente final.

Durante a viagem, os participantes conheceram diferentes perfis de hospedagem, com estadas no Hyatt Place Aruba, no Aruba Marriott Resort & Stellaris Casino e no Renaissance Wind Creek Aruba Resort. A programação também incluiu visitas técnicas a empreendimentos relevantes da ilha, como Riu Palace Antillas, Hilton Aruba Caribbean Resort & Casino, Courtyard Aruba Resort e The Ritz-Carlton Aruba, ampliando o conhecimento técnico dos agentes sobre o portfólio disponível.

Experiência prática fortalece vendas

Além das visitas, o roteiro contemplou atividades que refletem o estilo de vida do destino, como city tour pela ilha e passeio de catamarã com snorkel em águas cristalinas. Os agentes também tiveram tempo livre para explorar as praias e vivenciar Aruba de forma independente, além de participarem de ações de integração, como um torneio de vôlei de areia.

A proposta foi transformar a experiência em ferramenta comercial, permitindo que os profissionais testassem na prática os diferenciais do destino e dos produtos oferecidos.

Curadoria e posicionamento

A iniciativa buscou ir além da apresentação institucional, conectando vivência e estratégia de vendas. Ao conhecer diferentes categorias de hospedagem e experiências, os agentes ampliam a capacidade de curadoria e personalização de viagens para seus clientes.

Rafaela Rezende é a nova diretora-geral da Decolar no Brasil

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Rafaela Rezende assume liderança da Decolar no Brasil. Crédito: Divulgação/Decolar
Rafaela Rezende assume liderança da Decolar no Brasil. Crédito: Divulgação/Decolar

A Decolar anunciou Rafaela Rezende como nova diretora-geral no Brasil. A executiva assume a liderança da operação no país com a missão de conduzir a estratégia local, direcionar a evolução comercial, ampliar parcerias estratégicas e impulsionar os vetores de crescimento da companhia em um dos principais mercados da América Latina.

Parte do ecossistema da Prosus, a Decolar reforça, com a nomeação, seu posicionamento como travel tech focada em inovação e diversificação de negócios no setor de viagens.

“Estou muito feliz em fazer parte da Decolar e liderar a operação no Brasil, um mercado estratégico e repleto de oportunidades”, afirma Rafaela Rezende.

“A empresa ocupa um papel central na transformação do setor de turismo na América Latina, conectando tecnologia, escala e inovação para impulsionar todo o setor de viagens”, completa Rafaela.

Com mais de 20 anos de experiência em posições de liderança em empresas digitais e marketplaces, Rafaela é formada em Administração pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e possui MBA em Marketing pela mesma instituição. Ao longo da carreira, acumulou experiência em gestão de operações, desenvolvimento de negócios e expansão comercial em ambientes de alta competitividade.

Segundo a companhia, a nomeação está alinhada ao plano de consolidar a liderança regional e avançar na diversificação do portfólio. Entre os focos estratégicos estão a evolução dos meios de pagamento, com ampliação de acesso e conveniência aos consumidores, e os investimentos contínuos em inteligência artificial para personalização da jornada e ganho de eficiência operacional.

“Assumo este desafio com o compromisso de avançar na estratégia no país, ampliar parcerias relevantes e melhorar continuamente a experiência dos viajantes brasileiros. Estou motivada para atuar ao lado de uma equipe altamente qualificada e contribuir para a próxima fase de crescimento sustentável da companhia”, conclui a executiva.

Com investimento de R$ 400 milhões, Itajaí vira 2º maior porto de cruzeiros do país

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Itajaí vira 2º maior porto de cruzeiros do país e deve receber mais de R$ 400 milhões em projetos náuticos. Crédito: Divulgação
Itajaí vira 2º maior porto de cruzeiros do país e deve receber mais de R$ 400 milhões em projetos náuticos. Crédito: Divulgação

Itajaí firmou sua presença no mercado de cruzeiros ao alcançar a segunda colocação nacional em movimentação de passageiros, ficando atrás apenas de Santos e superando o Rio de Janeiro, conforme dados recentes da Clia Brasil. No cenário sul-americano, o município ocupa o terceiro lugar, atrás de Santos e Buenos Aires.

Na temporada 2025/2026, encerrada em abril, a cidade recebeu 37 escalas de navios e mais de 169 mil passageiros, resultado que acompanha a ampliação de sua infraestrutura e o crescimento da atividade turística local.

Investimentos ampliam capacidade e atração

O avanço ocorre em paralelo a um pacote de investimentos superior a R$ 400 milhões voltado ao turismo náutico. Entre os projetos está a construção de um novo terminal de cruzeiros, com cerca de 20 mil metros quadrados, três pavimentos e estrutura preparada para receber navios de grande porte. O empreendimento, estimado em R$ 300 milhões, teve o projeto financiado por empresários do Instituto Mais Itajaí para doação ao poder público.

Outro destaque é o Boulevard Marina Itajaí, considerado o maior shopping náutico do país, com investimento inicial de R$ 100 milhões. Desenvolvido pela Marina Itajaí em parceria com a ABecker, o espaço terá 38 mil metros quadrados e reunirá 78 operações comerciais, incluindo supermercado premium, restaurantes, academia, coworking e áreas para eventos.

Parque ecológico amplia oferta de lazer

Próximo à marina, a cidade também finaliza um parque ecológico náutico com mais de 12 mil metros quadrados e investimento de quase R$ 9 milhões. O espaço contará com áreas esportivas, ciclovia, pista de caminhada, playground, área pet, mirante, palco para eventos culturais e estruturas voltadas à contemplação do rio Itajaí-Açu.

Para Carlos Gayoso de Oliveira, diretor da Marina Itajaí, os projetos ampliam o papel do destino no segmento. “Itajaí vive uma expansão que vai além da operação portuária e da recepção de cruzeiros. O que está em curso é a formação de um ambiente ainda mais completo para o turismo náutico, com novos espaços de lazer, serviços e infraestrutura capazes de qualificar a experiência de quem chega à cidade por terra ou pelo mar. Isso amplia a atratividade do destino e fortalece toda a economia ligada ao setor”, afirma.

Com a nova fase de investimentos, o município busca fortalecer sua posição como hub náutico no país, ampliando a capacidade de receber visitantes e diversificando a oferta turística.

Fab apura incidente entre aviões em Congonhas; entenda

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Fachada da entrada do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo. Crédito: Divulgação/Infraero
Fachada da entrada do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo. Crédito: Divulgação/Infraero

A Força Aérea Brasileira (Fab) abriu investigação para apurar a aproximação entre duas aeronaves no Aeroporto de Congonhas, ocorrida na manhã de 30 de abril. O episódio envolveu um Boeing 737-800 da Gol, voo G3 1629, procedente de Salvador, e um Embraer E195-E2 da Azul, voo AD6408, com destino a Confins.

Segundo informações divulgadas, a situação foi identificada a partir de dados do Flightradar24 e registros de comunicação entre pilotos e torre de controle. Durante o procedimento, a aeronave da Azul iniciou a corrida de decolagem enquanto o avião da Gol se aproximava para pouso.

Ao perceber possível conflito de trajetórias, o controlador determinou a interrupção da decolagem e orientou o voo da Gol a arremeter, manobra padrão em que o piloto aborta o pouso e retoma altitude para nova aproximação. Ainda de acordo com os registros, houve atraso na resposta da tripulação da Azul à orientação para interromper a decolagem, circunstância que será analisada pelas autoridades.

O que aconteceu

Especialistas classificam o episódio como perda de separação, termo utilizado quando duas aeronaves ficam abaixo da distância mínima de segurança estabelecida pelas regras do controle de tráfego aéreo. Internacionalmente, a separação vertical padrão é de aproximadamente 1.000 pés, cerca de 300 metros.

Embora considerado um incidente grave, a ocorrência não significa, necessariamente, risco iminente de colisão. O sistema anticolisão embarcado, conhecido como TCAS, pode ter sido acionado, emitindo alertas e orientações automáticas para afastar as aeronaves e reforçar as camadas de segurança.

De acordo com a FAB, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos foi acionado para realizar a ação inicial, que inclui coleta e validação de dados, preservação de evidências e levantamento de informações operacionais.

Em nota, a Azul informou que o voo AD6408 seguiu os procedimentos operacionais previstos e reiterou que a segurança é seu valor primordial. A Gol declarou que o pouso do voo G3 1629 ocorreu dentro dos parâmetros de segurança e que colabora com a investigação.

A concessionária Aena Brasil afirmou que as informações sobre o controle do tráfego aéreo cabem ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo, responsável pela gestão do espaço aéreo no país.

Companhias aéreas cortam 13 mil voos em maio devido a crise do combustível

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Companhias reduzem oferta global diante da alta do combustível Crédito: Aman Uttam/pexels
Companhias reduzem oferta global diante da alta do combustível Crédito: Aman Uttam/pexels

A crise internacional de combustível de aviação já impacta de forma direta a malha aérea global. Companhias aéreas cortaram cerca de 13 mil voos programados para maio e retiraram aproximadamente 2 milhões de assentos da oferta mundial nas últimas semanas, segundo dados da consultoria Cirium.

De acordo com o levantamento, a capacidade global prevista para maio caiu de 132 milhões para 130 milhões de assentos nas duas últimas semanas de abril. O movimento ocorre em meio à escalada do preço do querosene de aviação, que mais do que dobrou desde fevereiro, impulsionado pelo conflito envolvendo o Irã e pelo fechamento do Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo.

Entre as companhias que anunciaram cortes estão a Turkish Airlines, a Lufthansa, a British Airways e a KLM. A Lufthansa é uma das mais afetadas, com redução de aproximadamente 20 mil voos de curta distância previstos para a temporada de verão europeu.

Impacto nas férias e no verão europeu

O período coincide com o half term break no Reino Unido e em partes da Europa continental, aumentando o risco de impacto para famílias que já haviam programado viagens. A expectativa do mercado é que o verão no hemisfério norte registre instabilidade adicional, caso a crise energética persista.

Além do cancelamento de rotas consideradas menos rentáveis, diversas empresas vêm substituindo aeronaves por modelos menores para reduzir o consumo de combustível. Em rotas de maior demanda, há registro de aumento de tarifas, reflexo da menor oferta e da elevação dos custos operacionais.

No Reino Unido, a secretária de Transportes, Heidi Alexander, anunciou a suspensão temporária da regra que obriga as companhias a utilizarem seus slots aeroportuários sob risco de perda para concorrentes. A medida permite que empresas como a British Airways ajustem suas malhas sem penalizações, oferecendo maior flexibilidade operacional em um cenário de incerteza.

Vale salientar que, mesmo em voos mantidos, passageiros podem enfrentar reacomodações em datas diferentes, o que pode encurtar períodos de férias ou exigir ajustes de itinerário.

Embratur abre vagas para feiras internacionais e amplia promoção do Brasil

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Embratur
O edital contempla seis grandes eventos do calendário global do turismo. No ano passado, foram 135 vagas. Crédito: Divulgação

A Embratur abriu inscrições para empresas e instituições interessadas em participar, como coexpositoras, dos estandes do Brasil em seis das principais feiras internacionais de turismo no segundo semestre de 2026. A iniciativa integra a estratégia de promoção do país no exterior e busca ampliar a presença brasileira nos mercados globais.

As inscrições, disponíveis desde 4 de maio, devem ser feitas por meio do Sistema de Inscrição em Eventos Internacionais até o dia 15. O chamamento está alinhado ao Plano Brasis – Plano Internacional de Marketing Turístico 2025-2027, que orienta as ações da agência para fortalecer a competitividade do destino Brasil no cenário internacional.

Estratégia mira mercados prioritários

Segundo Bruno Reis, presidente da Embratur, a escolha dos mercados segue critérios como potencial emissor, conectividade aérea e capacidade de geração de negócios. “A abertura desses editais faz parte de um trabalho que iniciamos há três anos para transformar o potencial turístico brasileiro em geração de divisas e negócios. No ano passado nos tivemos 135 vagas para essas feiras. A presença nesses eventos é parte da execução das diretrizes do Plano Brasis para posicionar o país como um destino competitivo e sustentável no mercado global. Nosso objetivo é fomentar novos negócios e apresentar ao visitante internacional um país múltiplo, contemporâneo e conectado às novas demandas do viajante global”, afirmou.

A participação nas feiras é gratuita e aberta a uma ampla gama de atores do setor, incluindo operadoras, meios de hospedagem, companhias aéreas, destinos, parques temáticos e empresas de cruzeiros, entre outros agentes estratégicos.

Feel Brasil amplia oferta de experiências

Outro eixo da estratégia é o projeto Feel Brasil, plataforma que reúne experiências turísticas autênticas em todo o país. Atualmente, são 101 vivências cadastradas, com mais de 70% operadas por micro e pequenas empresas. A proposta é estimular a inserção dessas ofertas nos portfólios de parceiros internacionais durante as feiras.

A ferramenta também funciona como vitrine para o turismo brasileiro, destacando a diversidade de produtos e experiências que podem ser comercializados no exterior.

Calendário inclui seis eventos globais

O edital contempla participações em seis feiras internacionais ao longo do segundo semestre. Em setembro, o Brasil estará presente na IFTM Top Resa, em Paris, e na FIT América Latina, em Buenos Aires. Em outubro, a agenda inclui a TTG Travel Experience, na Itália, e a FITPAR, no Paraguai.

Já em novembro, a promoção internacional passa pela WTM Londres e se encerra na ITB Américas, no México.

Critérios e resultados

A seleção dos coexpositores pela Embratur seguirá critérios técnicos, como presença digital, materiais promocionais em idiomas estrangeiros, relacionamento com mercados internacionais, sustentabilidade e capacidade comercial. Também serão considerados aspectos ligados à conectividade aérea e à atuação em ações internacionais.

Os resultados do processo serão divulgados a partir de 2 de junho, com publicações até o dia 8. A expectativa é que destinos e empresas selecionados possam se organizar com antecedência para participar dos eventos e ampliar sua atuação no mercado global.

Dólar recua e se aproxima de R$ 4,90 com cenário externo favorável

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dólar recua
Em 2026, o dólar acumulado caiu próximo de 10% ante o real até agora. Foto: divulgação

O dólar opera em queda frente ao real nesta terça-feira (5), acompanhando o movimento de maior apetite por risco no cenário internacional e a repercussão da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Segundo informações da InfoMoney, a desvalorização da moeda norte-americana ocorre em um contexto de enfraquecimento global do dólar e fluxo positivo para mercados emergentes, incluindo o Brasil.

Na avaliação de Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, o movimento reflete a combinação de um dólar mais fraco no exterior com fluxo positivo para ativos de risco, em meio à percepção de descompressão das tensões entre Estados Unidos e Irã, apesar de um cenário ainda considerado frágil.

No mercado doméstico, o diferencial de juros segue favorecendo o Brasil, mantendo o país atrativo para estratégias de carry trade. Outro fator que contribui para a dinâmica do câmbio é a atuação do Banco Central, que realizou leilão de swap cambial para rolagem de vencimentos, aumentando a oferta de dólares no curto prazo.

Por volta das 12h27, o dólar à vista registrava queda de 1,04%, sendo negociado a R$ 4,917 na venda.

No cenário internacional, dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos também influenciam o comportamento da moeda. As vagas de emprego em aberto recuaram em março, enquanto a alta nas contratações indica um processo de reequilíbrio após um período de desaceleração.

Já no Brasil, a ata do Copom trouxe novos elementos para o radar dos investidores. O Banco Central destacou que a demora na resolução do conflito no Oriente Médio pode gerar impactos mais duradouros na economia global, com reflexos nas expectativas de inflação.

“O Comitê mais uma vez debateu alterações mais amplas no balanço de riscos para a inflação”, disse o BC no documento.

Segundo Beto Saadia, economista-chefe da Nomos, o documento menciona pela primeira vez o ano de 2028 como horizonte relevante, indicando possível desancoragem das expectativas inflacionárias além do prazo usual da política monetária.

Apesar disso, o mercado ainda projeta majoritariamente um novo corte de 25 pontos-base na taxa Selic na próxima reunião, embora parte dos investidores também considere a possibilidade de manutenção dos juros no patamar atual.

O nível elevado da Selic continua sendo apontado como um dos principais fatores para a entrada de capital estrangeiro no país, contribuindo para a valorização do real. Em 2026, a moeda norte-americana acumula queda relevante frente ao real, mesmo diante das incertezas no cenário geopolítico global.

Azul Viagens prevê 120 novas lojas e amplia presença no Brasil

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Daniel Bicudo, da Azul Linhas Aéreas, e Giulliana Mesquita, da Azul Viagens. Crédito: Maurício Herschander/ Brasilturis
Daniel Bicudo, da Azul Linhas Aéreas, e Giulliana Mesquita, da Azul Viagens. Crédito: Maurício Herschander/ Brasilturis

A Azul Viagens anunciou um plano de expansão que prevê a abertura de 120 novas lojas até o fim de 2026. Com o movimento, a operadora projeta atingir cerca de 250 unidades no Brasil, praticamente dobrando sua rede física no país.

A estratégia concentra esforços principalmente em São Paulo e Minas Gerais, que juntos representam 67,5% das inaugurações previstas — sendo 45,8% no mercado paulista e 21,7% no mineiro. Os dois estados seguem como principais polos emissores da companhia e baseiam o direcionamento da expansão.

Modelo leve impulsiona crescimento regional

Um dos pilares do plano é a ampliação do modelo de lojas light, responsável por metade das novas unidades. O formato foi desenvolvido para cidades de até 130 mil habitantes com forte demanda por turismo de lazer, oferecendo uma operação mais enxuta e adaptada à realidade local.

Mesmo com proposta compacta, o modelo mantém a identidade visual da marca e o atendimento consultivo característico da operadora. O conceito aposta em layout otimizado e menor complexidade de implantação, o que permite acelerar a presença física em mercados regionais.

Expansão acompanha crescimento da empresa

O avanço da rede acompanha o desempenho recente da operadora, que multiplicou por seis vezes seu faturamento entre 2019 e 2025 e projeta crescimento adicional de 15% em 2026. A ampliação da capilaridade aparece como eixo central dessa estratégia, voltada a consolidar presença em diferentes regiões do país.

“A abertura dessas 120 lojas representa um passo decisivo dentro da estratégia de crescimento sustentável da Azul Viagens. Estamos ampliando nossa capilaridade de forma consistente, com foco nos mercados mais relevantes do país e em formatos eficientes que nos permitem acelerar a presença regional sem perder a qualidade do atendimento”, afirmou Daniel Bicudo, vice-presidente Comercial e de Negócios da Azul.

Com a iniciativa, a empresa amplia sua atuação em cidades de diferentes portes e cria novas frentes de crescimento em regiões com potencial emissor, fortalecendo sua rede de distribuição e o alcance da marca no mercado nacional.

Avianca amplia frequências em Fort Lauderdale, Miami e Orlando

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Avianca amplia frequências e consolida presença nos Estados Unidos. Crédito: Marcelo Gonzalez/pexels
Avianca amplia frequências e consolida presença nos Estados Unidos. Crédito: Marcelo Gonzalez/pexels

A Avianca anunciou planos para fortalecer sua conectividade entre os Estados Unidos e o restante do continente, com aumento de frequências e consolidação de rotas estratégicas. A iniciativa integra a estratégia de expansão da malha internacional da companhia, que atualmente opera mais de 400 voos semanais em 14 destinos norte-americanos.

Em 2025, a empresa transportou mais de 4,9 milhões de passageiros no mercado dos Estados Unidos, consolidando o país como um dos principais eixos de sua operação internacional. O novo plano, no entanto, está sujeito à aprovação das autoridades competentes em cada país.

Entre as mudanças previstas está a ampliação da rota Bogotá–Fort Lauderdale, que deverá ganhar uma frequência diária adicional, passando a contar com dois voos por dia. Já a ligação Barranquilla–Miami será expandida de três frequências semanais para operação diária. A rota Medellín–Orlando, por sua vez, deixará de ser sazonal e será estabelecida de forma permanente, também com frequência diária.

Segundo a companhia, o crescimento tem como objetivo consolidar sua rede global, que conecta a América do Norte a mais de 80 destinos nas Américas e na Europa. A estratégia busca facilitar não apenas o fluxo turístico, mas também o intercâmbio comercial entre os mercados.

Rede robusta nos Estados Unidos

Atualmente, a Avianca mantém presença em cidades como Boston, Dallas–Fort Worth, Houston, Nova York, Los Angeles, Chicago, San Francisco e Las Vegas, esta última com operação sazonal, além de outros destinos estratégicos. A malha permite que passageiros provenientes dos Estados Unidos tenham acesso facilitado a destinos no Caribe e na América do Sul, ampliando as possibilidades de conexões via hubs colombianos.

O reforço nas frequências sinaliza uma aposta na demanda bilateral entre Colômbia e Estados Unidos, além do papel do país como ponte para outros mercados da região. Ao tornar permanente a rota Medellín–Orlando e ampliar operações em Miami e Fort Lauderdale, a companhia reforça sua presença na Flórida, um dos principais polos de tráfego latino nos EUA.

A empresa afirma, ainda que segue avaliando alternativas para fortalecer sua rede e ampliar a conectividade com mercados estratégicos, alinhando crescimento operacional a oportunidades de demanda e viabilidade regulatória.