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Brasil reduz taxa de emissão de passaporte no exterior em 50%

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Itamaraty reduzirá em 50% as taxas para emissão de passaportes brasileiros no exterior a partir de junho de 2026.
Itamaraty reduzirá em 50% as taxas para emissão de passaportes brasileiros no exterior a partir de junho de 2026. Crédito: Divulgação

O Ministério das Relações Exteriores anunciou nesta segunda-feira (4) a redução de 50% nas taxas cobradas para emissão de passaportes brasileiros em consulados e embaixadas no exterior. A nova tabela passa a valer a partir de 1º de junho de 2026.

Segundo o governo federal, a medida busca incentivar brasileiros que vivem fora do país a manterem a documentação atualizada, especialmente famílias binacionais e cidadãos com filhos nascidos no exterior.

Em comunicado oficial, o Itamaraty destacou a importância do documento para brasileiros residentes fora do país. “O passaporte é documento essencial ao exercício de direitos fundamentais dos cidadãos brasileiros no exterior. Ao torná-lo mais acessível, a medida reforça o compromisso do governo brasileiro com o aprimoramento contínuo dos serviços consulares e com a atenção à comunidade brasileira no mundo”, informou a pasta.

A iniciativa também pretende aproximar os custos praticados no exterior aos valores cobrados no Brasil. Atualmente, a emissão de passaportes em território nacional varia entre R$ 257,25 e R$ 514,50, dependendo do tipo de solicitação e das condições de emissão.

A expectativa é que a redução facilite o acesso ao documento por brasileiros que vivem em outros países e contribua para a regularização consular de famílias e viajantes internacionais.

Gol estreia rota direta entre Rio e Uberlândia

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Gol inaugura rota inédita entre Rio e Uberlândia. Crédito: Divulgação
Gol inaugura rota inédita entre Rio e Uberlândia. Crédito: Divulgação

A Gol Linhas Aéreas iniciou nesta terça-feira (5) sua nova operação entre o Galeão e Uberlândia, no Triângulo Mineiro. A rota inédita conta com três frequências semanais sem escalas, realizadas às terças, quintas e sábados, ampliando a conectividade entre Minas Gerais e a capital fluminense.

Para marcar o início da operação, a companhia promoveu ações especiais nos aeroportos, incluindo corte de faixa e ambientação temática nos balcões de check-in. Participaram da cerimônia representantes da Gol, do Galeão e do aeroporto mineiro.

O novo voo permite acesso mais rápido ao Rio de Janeiro por meio do principal aeroporto internacional da cidade, além de facilitar conexões para destinos domésticos e internacionais operados pela Gol e companhias parceiras.

“A Gol, líder de oferta no Rio de Janeiro e com o Galeão como seu hub internacional em sua nova fase intercontinental, também está investindo na expansão regional da sua malha aérea a partir do aeroporto. A nova rota para Uberlândia, importante polo econômico e industrial do interior do País, reforça essa estratégia ao ampliar a conectividade do Triângulo Mineiro com a diversificada rede da Companhia e com o Rio de Janeiro”, afirmou Mateus Pongeluppi.

Para o Galeão, a nova ligação fortalece o papel do terminal como porta de entrada internacional. “Com a chegada de Uberlândia à malha do Galeão , a GOL passa a conectar o Triângulo Mineiro diretamente à rede internacional do Rio de Janeiro, reforçando o papel do aeroporto como porta estratégica para o mundo. A nova rota cria oportunidades para que passageiros da região ampliem suas possibilidades de viagem para a Cidade Maravilhosa e acessem, a partir dela, conexões com mercados globais”, destacou Ana Paula Lopes.

Expansão em Minas Gerais

Segundo a companhia, a ampliação da malha em Uberlândia também inclui reforço nas operações para São Paulo. Desde março, a Gol dobrou a oferta de voos entre Uberlândia e o aeroporto de Congonhas, chegando a até 13 frequências semanais.

Além disso, a empresa retomará, em junho, os voos diretos entre Uberlândia e Aeroporto Internacional de Guarulhos, com seis operações semanais. A ligação permitirá conexões para outros destinos nacionais e internacionais da companhia.

“Os novos voos da Gol entre Uberlândia e o Rio de Janeiro representam um avanço importante para a conectividade do Triângulo Mineiro e para o desenvolvimento econômico da região. Os novos voos chegam em um momento estratégico, em que estamos na fase final das obras de ampliação do Aeroporto de Uberlândia e nos preparamos para inaugurar, nos próximos meses, um novo terminal de passageiros, muito mais moderno, eficiente e com mais conforto para todos os passageiros”, afirmou Guilherme Zapola.

Com a expansão das operações, a participação da Gol em Uberlândia deve atingir 35% da oferta de assentos na cidade, com acréscimo de aproximadamente 15 voos semanais até o fim de junho. As rotas são operadas com aeronaves Boeing 737, com capacidade para até 186 passageiros.

23 anos de Alagev: por que a associação merece parabéns?

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Um bolo personalizado foi levado para celebração do aniversário da Alagev com a equipe Brasilturis. Crédito: Felipe Lima/Brasilturis
Um bolo personalizado foi levado para celebração do aniversário da Alagev com a equipe Brasilturis. Crédito: Felipe Lima/Brasilturis

Há decisões que não entram em atas. Não aparecem em relatórios. Não viram números de mercado nem gráficos de crescimento. Mas acabam dizendo muito sobre o que uma associação realmente representa. No dia 29 de abril, enquanto a Associação Latino Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas completava 23 anos de história, uma mudança silenciosa de agenda revelou mais do que qualquer discurso institucional poderia traduzir.

A celebração, inicialmente prevista para o dia 28 em nossa redação, teve que ser remarcada para a última terça-feira (5) para que este jornalista pudesse se recuperar de um problema de saúde. O gesto, simples à primeira vista, acabou funcionando como símbolo de algo que a própria Alagev vem tentando construir há mais de duas décadas: uma comunidade onde as conexões extrapolam o networking e passam a fazer parte da vida das pessoas.

Em um mercado conhecido pela velocidade, pela pressão constante e pela necessidade de decisões em tempo real, a humanização talvez seja hoje um dos ativos mais valiosos da entidade. E foi justamente essa percepção que permeou a conversa com Luana Nogueira, diretora executiva da Alagev, e Joyce Macieri, presidente do Conselho da entidade.

Luana Nogueira e Joice Macieri cortaram o bolo durante visita à redação Brasilturis. Crédito: Felipe Lima/Brasilturis
Luana Nogueira e Joyce Macieri cortaram o bolo durante visita à redação Brasilturis. Crédito: Felipe Lima/Brasilturis

Mais do que celebrar uma trajetória consolidada, o encontro acabou se transformando em um retrato do momento vivido pela Alagev: uma entidade que olha para tecnologia, governança, inteligência artificial e profissionalização, mas que insiste em preservar o senso de pertencimento em um setor frequentemente consumido pela urgência.

“Uma associação viver 23 anos é muita resiliência, muito trabalho contínuo. É o esforço de muitas pessoas que, voluntariamente, estiveram na liderança da Alagev ao longo desse tempo. Pessoas que passaram, outras que permaneceram, mas todas ajudando a construir essa pavimentação sólida”, destaca.

A fala carrega o peso de um mercado que opera praticamente sem pausas. O turismo corporativo e os eventos vivem em estado permanente de adaptação. Crises geopolíticas, mudanças econômicas, conflitos internacionais, instabilidades aéreas e novas demandas corporativas alteram cenários diariamente. Para Luana, sobreviver nesse ambiente exige mais do que estratégia. Exige propósito.

“O nosso mercado é 24 horas por dia, sete dias por semana. Se a gente não tiver pessoas capacitadas, resilientes e apaixonadas pelo que fazem, já teríamos sucumbido”, afirma.

A sensação de pertencimento talvez explique parte da força construída pela entidade ao longo dos anos. Não por acaso, durante a conversa, as executivas repetem diversas vezes palavras como “acolhimento”, “escuta”, “compartilhamento” e “conexão”. Estes termos é justamente o que ajudam a explicar por que tantos profissionais enxergam a associação quase como uma extensão da própria carreira.

Jornada de conhecimento

A própria trajetória de Joyce traduz isso. Formada em Letras e com mais de duas décadas de atuação como secretária executiva, ela entrou no universo das viagens corporativas sem experiência prévia no setor. O primeiro contato com a Alagev veio justamente em um momento de insegurança profissional.

“Eu não sabia nem como começava o meu dia. Estava apenas apagando incêndios”, relembra. “Foi dentro da Alagev que encontrei pessoas dispostas a compartilhar conhecimento sem julgamento”, contou.

A executiva conta que buscou cursos, capacitações e conexões para entender um mercado extremamente técnico e dinâmico. O que encontrou, segundo ela, foi uma rede de apoio que ajudou não apenas na construção profissional, mas também no desenvolvimento de confiança. “Essa é a chave da Alagev. É um hub de conexões onde você encontra clientes, fornecedores e pessoas dispostas a ajudar”, diz.

Essa visão acabou moldando uma das principais prioridades da atual gestão: transformar educação em ferramenta estratégica para toda a cadeia do turismo corporativo. Nos últimos meses, a entidade acelerou investimentos em capacitação, ampliou a oferta de cursos gratuitos para associados, criou novos webinars e passou a discutir temas sensíveis para o setor, como reforma tributária, sustentabilidade financeira e profissionalização da cadeia.

Mas a proposta vai além do ensino tradicional. A Alagev também começou a incorporar inteligência artificial aos seus processos educacionais por meio da “DeIA”, plataforma desenvolvida para atuar como assistente de aprendizado e suporte aos profissionais do setor.

Segundo Luana, o objetivo é acompanhar a mudança no comportamento das novas gerações e adaptar a forma de transmitir conhecimento. “O jeito tradicional de ensinar mudou muito. Hoje tem gente que consome um conteúdo de 30 segundos e já consegue absorver um conceito importante. Precisamos conversar com todos os públicos”, explica.

Participação mais ativa do que nunca

Ao mesmo tempo em que olha para inovação, a entidade também intensificou o trabalho institucional e político. A associação passou a participar de grupos ligados ao programa Vai Turismo, iniciativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), levando pautas do turismo corporativo para discussões com governos estaduais e federais.

A movimentação busca reforçar o peso econômico do segmento. Segundo dados citados pela entidade, o mercado de viagens e eventos corporativos movimenta cerca de R$ 148 bilhões e segue batendo recordes sucessivos. “O corporativo sustenta grande parte da cadeia turística. Ele mantém demanda aérea linear ao longo do ano e ajuda a equilibrar sazonalidades”, afirma Luana.

A executiva defende que o setor precisa ganhar mais protagonismo dentro das políticas públicas, especialmente quando o assunto envolve infraestrutura, conectividade aérea e desenvolvimento regional.

João Pessoa, por exemplo, foi citada durante a conversa como um caso emblemático. A cidade vive forte expansão hoteleira e recebe novos investimentos em resorts e centros de eventos, mas ainda enfrenta gargalos de acesso aéreo e logística. “Não adianta ter cinco mil apartamentos em resorts se a conectividade não acompanha”, pontua.

A associação também ampliou a profissionalização interna. A atual gestão implementou metodologias de OKR, criou comitês estratégicos dentro do conselho e estruturou processos para garantir continuidade institucional independentemente das trocas de liderança. “Não dá para depender apenas da memória das pessoas. Precisamos construir legado”, comentou Luana.

Essa preocupação com continuidade se conecta diretamente à essência da entidade. Ao longo da entrevista, fica evidente que a Alagev entende o turismo corporativo como um organismo coletivo, onde ninguém cresce sozinho. O exemplo mais emblemático dessa lógica apareceu justamente em um dos momentos mais delicados citados durante a conversa: o gerenciamento de crise envolvendo colaboradores em Dubai durante os conflitos no Oriente Médio.

Joyce relembra que precisou montar planos emergenciais de retirada de funcionários e familiares da região, recorrendo imediatamente à rede criada dentro da associação. “Na mesma noite já havia webinar, benchmark e troca de informações sobre rotas seguras”, conta.

Em um mercado que vive da operação contínua, o suporte mútuo se torna quase uma necessidade de sobrevivência.

E talvez seja exatamente por isso que a celebração dos 23 anos tenha ganhado um significado ainda mais simbólico após a mudança de data. Porque, no fim, a decisão de esperar alguém se recuperar para comemorar junto não fala apenas sobre gentileza. Fala sobre memória coletiva, sobre relações que ultrapassam contratos e sobre um setor que, apesar da pressão diária, ainda tenta preservar algo raro no ambiente corporativo contemporâneo: humanidade.

É justamente essa combinação entre estratégia e afeto que parece sustentar a Alagev depois de mais de duas décadas. Uma entidade que fala de números bilionários, inteligência artificial, governança e advocacy, mas que ainda encontra espaço para lembrar que, antes de qualquer operação, reserva ou evento, existem pessoas.

Meus sinceros parabéns à Alagev!

Joyce Macieri e Luana Nogueira, da Alagev, ao lado de Felipe Lima, do Brasilturis. Crédito: Rafael Destro/Brasilturis
Joyce Macieri e Luana Nogueira, da Alagev, ao lado de Felipe Lima, do Brasilturis. Crédito: Rafael Destro/Brasilturis

Guerra no Irã derruba movimento no aeroporto de Dubai

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Guerra no Irã provoca queda de 66% no fluxo do aeroporto de Dubai e afeta operações aéreas no Oriente Médio.
Guerra no Irã provoca queda de 66% no fluxo do aeroporto de Dubai e afeta operações aéreas no Oriente Médio. Crédito: Divulgação

O Aeroporto Internacional de Dubai registrou uma forte retração no fluxo de passageiros após os impactos da guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel no Oriente Médio. Segundo dados divulgados pela administração do terminal, o movimento caiu 66% em março, reflexo direto das interrupções operacionais e do cancelamento de voos na região.

A redução afetou também o desempenho do primeiro trimestre de 2026. O aeroporto movimentou 2,5 milhões de passageiros entre janeiro e março, número 21% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. O cenário levou a administração do hub a adiar a expectativa de ultrapassar a marca de 100 milhões de passageiros anuais.

“Estávamos projetando alcançar e superar a marca simbólica de 100 milhões de passageiros este ano; acredito que isso possa ficar para 2027, e ainda estamos confiantes de que conseguiremos atingir esse número”, afirmou Paul Griffiths, em entrevista à Bloomberg Television.

Mesmo diante da retração, a Índia permaneceu como principal mercado emissor do aeroporto, com 2,5 milhões de passageiros. Na sequência aparecem Arábia Saudita, Reino Unido e Paquistão. Entre os destinos mais movimentados do hub, Londres liderou com 752 mil viajantes, seguida por Mumbai e Jidá.

Recuperação ainda parcial

Segundo Griffiths, a expectativa é de recuperação gradual nos próximos meses, impulsionada principalmente pelo tráfego de conexões durante o verão no hemisfério norte. O executivo destacou que o aeroporto trabalha para ampliar novamente sua operação após os Emirados Árabes Unidos suspenderem parte das restrições de viagem adotadas desde o início do conflito.

Ainda assim, a retomada segue incompleta. Apenas 51 das 90 companhias aéreas que operavam regularmente no aeroporto voltaram a atuar no terminal. De acordo com Griffiths, muitas empresas da Europa Ocidental e dos Estados Unidos ainda enfrentam dificuldades relacionadas à obtenção de cobertura de seguros, diante dos alertas de viagem emitidos por diferentes governos.

Desde o início da guerra, no fim de fevereiro, o aeroporto precisou interromper operações diversas vezes após incidentes envolvendo drones nas proximidades. Outros terminais da região também sofreram impactos durante o período, incluindo os aeroportos de Abu Dhabi, Kuwait e Bahrein.

As companhias Emirates e flydubai, responsáveis por parcela significativa da movimentação no aeroporto, também seguem operando abaixo da capacidade habitual. Nos últimos meses, milhares de voos foram cancelados, enquanto parte da malha aérea precisou ser reconfigurada diante da queda na procura por viagens ao Golfo Pérsico.

“Os planos de longo prazo não foram afetados e acredito que isso será apenas um impacto temporário, do qual nos recuperaremos muito rapidamente”, concluiu Griffiths.

Sindepat Summit 2026 projeta setor com 143,2 milhões de visitantes

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Lideranças da indústria de parques discutem crescimento do setor no Rio Crédito: Divulgação/Sindepat Summit
Lideranças da indústria de parques discutem crescimento do setor no Rio Crédito: Divulgação/Sindepat Summit

O Sindepat Summit 2026 reúne, entre 12 e 14 de maio, no Rio de Janeiro, lideranças da indústria de parques e atrações turísticas para discutir tendências, inovação e projeções para o setor. Consolidado como principal encontro do segmento no Brasil, o evento terá abertura no Parque Bondinho Pão de Açúcar, no Morro da Urca, e programação principal no ExpoRio Cidade Nova.

Um dos destaques será a apresentação da quarta edição do Panorama Setorial, estudo que consolida dados de visitação, faturamento e investimentos da indústria. De acordo com números antecipados, o setor recebeu 143,2 milhões de visitantes em 2025, crescimento aproximado de 5% em relação a 2024.

Pablo Morbis, presidente do Conselho do Sindepat e CEO do Grupo Cataratas, avalia que os indicadores reforçam a consistência do segmento.

“Os números confirmam a força do setor de parques e atrações no Brasil. Estamos falando de uma indústria que cresce de forma consistente, gera empregos, movimenta a economia e amplia a oferta de experiências para o público. O Sindepat Summit é o espaço ideal para discutir esse avanço e projetar os próximos passos do setor”, afirmou.

Conteúdo e networking estratégico

A programação inclui plenárias, painéis estratégicos, área de exposição e rodadas de negócios. Entre os palestrantes estão executivos de grupos como Iter, Corcovado, Beach Park, Aviva, Gramado Parks, Grupo Oceanic e Beto Carrero World.

Segundo Pablo Morbis, a diversidade de perfis amplia o alcance do encontro. “A diversidade reforça o caráter estratégico do evento, que promove troca de experiências, apresentação de cases e construção de parcerias. O ambiente colaborativo é fundamental para destravar investimentos, acelerar projetos e ampliar o impacto econômico do setor”, declarou.

O Panorama Setorial trará ainda recortes por tipo de atração, perfil de público, distribuição regional, ticket médio, geração de empregos e volume de investimentos, oferecendo base técnica para decisões do trade.

Na próxima quarta-feira (13), participantes visitarão o Santuário Cristo Redentor, que será iluminado em azul e laranja em homenagem ao evento. Padre Omar, reitor do Santuário Cristo Redentor, vice-presidente de Turismo Plurireligioso da Confederação Nacional do Turismo e representante de Turismo Religioso no Conselho Curador do Visit Rio, destacou o simbolismo da ação. “A iluminação especial simboliza a importância do turismo para o Rio e o papel do Santuário em acolher visitantes de todo o mundo”, afirmou.

O 7º Sindepat Summit conta com patrocínio de Doppelmayr, Limber, Meka, SpeedKids e CNC, apoio do Itaipu Parquetec e parceria institucional do Sesc RJ, com a Prefeitura do Rio como cidade anfitriã.

Frequência cai nos parques da Disney nos EUA, mas receita cresce com maior gasto dos visitantes

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parques disney
Josh D’Amaro, CEO da Disney. Foto: divulgação/Disney

A Walt Disney Company registrou queda de 1% na frequência de visitantes em seus parques temáticos nos Estados Unidos durante o segundo trimestre fiscal, mas manteve crescimento de receita impulsionado pelo aumento dos gastos dos visitantes.

Durante a divulgação de resultados, Josh D’Amaro, CEO da companhia, destacou que a divisão de experiências teve crescimento de 7% na receita, totalizando US$ 9,49 bilhões, enquanto o lucro operacional avançou 5%, alcançando US$ 2,62 bilhões, ambos recordes para o período.

Apesar da leve retração no público, atribuída principalmente à redução no fluxo internacional, a expectativa da companhia é de recuperação da demanda ao longo do terceiro trimestre fiscal.

Hugh Johnston, CFO da Disney, explicou que, desconsiderando o impacto da queda no turismo internacional, os parques domésticos teriam registrado crescimento de público. Segundo ele, o gasto dos visitantes foi “ligeiramente acima do esperado” em diferentes categorias, como ingressos, alimentos e bebidas e produtos licenciados. As reservas futuras também indicam desempenho positivo para o restante do ano.

O executivo também comentou o impacto do custo de combustíveis no comportamento do consumidor. “Não observamos, até o momento, qualquer alteração no comportamento do consumidor em função dos preços elevados dos combustíveis, nem identificamos impacto material para o restante do ano fiscal”, afirmou Hugh Johnston. Ele ponderou, no entanto, que um eventual aumento adicional nos preços pode gerar efeitos.

“Caso essa possibilidade se concretize, cada unidade de negócios possui mecanismos para realizar ajustes a fim de mitigar esse tipo de pressão macroeconômica”, completou Johnston.

Nova liderança e estratégia integrada

A teleconferência marcou a estreia de Josh D’Amaro no comando da empresa. O executivo agradeceu ao antecessor Bob Iger e reforçou o compromisso com a continuidade da estratégia da companhia.

“Esta é uma das grandes companhias do mundo, construída ao longo de mais de um século com base em narrativas poderosas, inovação constante e uma capacidade singular de estabelecer conexões profundas e emocionais com públicos em todo o planeta”, afirmou o  CEO da Disney. “Assumo essa função com genuíno reconhecimento, forte senso de responsabilidade e grande otimismo em relação ao futuro.”

Entre as prioridades da nova gestão está o fortalecimento de propriedades intelectuais e sua integração em diferentes áreas da empresa, incluindo parques temáticos e a Disney Cruise Line. A estratégia também prevê maior conexão entre as experiências físicas e a plataforma de streaming Disney+.

“Acredito que temos uma oportunidade concreta de aprofundar nosso relacionamento direto com os consumidores, por meio da criação de uma experiência Disney mais integrada”, disse D’Amaro. “Faremos isso conectando streaming, esportes, jogos e experiências, com o Disney+ ocupando uma posição central e cada vez mais estratégica.”

Expansão global e novos investimentos

A companhia segue ampliando sua presença global com investimentos na divisão de experiências. Entre os destaques recentes estão o lançamento do navio Disney Adventure, com base em Singapura, e a abertura da área temática World of Frozen na Disneyland Paris.

“Esses são marcos relevantes que ampliam o alcance de nossas marcas para novos mercados e públicos ao redor do mundo”, afirmou D’Amaro. “A forte demanda observada por essas atrações reforça nossa confiança nas oportunidades de longo prazo em todo o nosso portfólio de ativos de experiências, incluindo parques, cruzeiros e iniciativas imersivas.”

Além disso, a empresa aposta em novos modelos de expansão, incluindo parcerias estratégicas, como o desenvolvimento de cruzeiros no Japão em colaboração com a Oriental Land Company e o projeto da Disneyland Abu Dhabi em parceria com a Miral.

Segundo Josh D’Amaro, os investimentos em capacidade e novos projetos são fundamentais para sustentar o crescimento da divisão de experiências no longo prazo.

Fouquet’s estreia em Mykonos de olho no viajante brasileiro de luxo

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Fouquet's chega a Mykonos e reforça disputa pelo turista brasileiro de luxo no Mediterrâneo
Fouquet's chega a Mykonos e reforça disputa pelo turista brasileiro de luxo no Mediterrâneo. Crédito: Divulgação

O Groupe Barrière anunciou a inauguração do Fouquet’s Mykonos, novo empreendimento de ultra luxo da marca francesa que abrirá as portas em 27 de junho de 2026. A novidade marca a estreia do grupo na Grécia e amplia a presença internacional da bandeira Fouquet’s, já presente em destinos como Paris, Nova York, Courchevel e Saint Barth.

A chegada à ilha grega ocorre em um momento de retomada do interesse do viajante brasileiro de alta renda pelo Mediterrâneo. Destinos ligados a beach clubs, gastronomia autoral, bem-estar e experiências personalizadas ganharam força entre as operadoras premium nos últimos anos, impulsionados pela demanda por viagens mais exclusivas e multigeracionais.

Localizado na praia de Paraga, no sul de Mykonos, o Fouquet’s Mykonos contará com 61 suítes e três villas privativas. O projeto arquitetônico, assinado pelo escritório Divercity Architects, aposta em referências tradicionais das Cíclades, com linhas minimalistas, materiais naturais e integração à paisagem do mar Egeu.

Entre os diferenciais do hotel estão uma piscina interna apontada como única na ilha, quadra de basquete esculpida na rocha, spa assinado pela marca Dr. Barbara Sturm e um beach club operado pelo restaurante japonês ROKA, conhecido internacionalmente no segmento de luxo contemporâneo. O complexo também terá piscinas privativas, terraços panorâmicos e acesso direto à praia.

Luxo mais discreto

A proposta do grupo francês mira um público que busca destinos icônicos, mas com perfil mais reservado. Em vez de uma estética ligada ao luxo ostensivo, o conceito do hotel aposta em discrição, privacidade e experiências voltadas ao bem-estar — tendência que tem ganhado espaço entre consumidores premium brasileiros.

O próprio grupo define a nova propriedade como um “refúgio confidencial” conectado à natureza preservada da ilha.

“Mykonos se impôs como uma evidência por sua capacidade de reunir beleza natural, relevância cultural e atratividade internacional”, afirmou Grégory Rabuel.

Atualmente, o Groupe Barrière opera 21 hotéis de luxo, 33 cassinos e cerca de 200 restaurantes e bares. Em 2025, a companhia registrou faturamento global de 1,5 bilhão de euros.

Explora Journeys avança na construção do Explora V na Itália

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Explora Journeys celebra etapa fundamental da construção com o lançamento da seção de proa do Explora V
Explora Journeys celebra etapa fundamental da construção com o lançamento da seção de proa do Explora V. Crédito: Divulgação

A Explora Journeys, marca de viagens oceânicas de luxo do Grupo MSC, anunciou a conclusão de uma nova etapa na construção do EXPLORA V, quinto navio da frota prevista pela companhia até 2028. O marco ocorreu no estaleiro da Fincantieri, em Palermo, na Sicília, com o lançamento da seção de proa da embarcação na água pela primeira vez.

A cerimônia marca o início de uma nova fase da construção naval e representa uma tradição histórica da indústria marítima. Após os primeiros processos de equipagem em Palermo, a seção será transferida para o estaleiro da Fincantieri em Sestri Ponente, em Gênova, onde o navio terá sua construção finalizada.

Com entrega prevista para 2027, o EXPLORA V integra o plano de expansão da marca, que aposta em viagens oceânicas voltadas ao segmento de luxo, com foco em experiências mais exclusivas e conexão com o oceano.

“Estamos contentes pelo lançamento da seção de proa do EXPLORA V, um marco importante no desenvolvimento contínuo da nossa frota”, conta Anna Nash. “À medida que crescemos, estamos apresentando mais hóspedes a uma nova expressão de viagens oceânicas. Além disso, agora aguardamos a entrega do EXPLORA III em julho e suas viagens inaugurais pelo Mediterrâneo ao Norte da Europa, Islândia e Groenlândia”.

Tecnologia e foco ambiental

Segundo a companhia, os próximos navios da frota — do EXPLORA III ao EXPLORA VI — serão movidos a gás natural liquefeito (GNL), tecnologia alinhada à meta do Grupo MSC de alcançar emissões líquidas zero de gases de efeito estufa até 2050.

Cada embarcação reúne tecnologias voltadas à eficiência operacional, além de projetos de design desenvolvidos para ampliar o conforto e a experiência dos hóspedes em alto-mar.

A Explora Journeys informou ainda que mais de € 3,5 bilhões já foram investidos pela divisão de cruzeiros do Grupo MSC nos seis navios da marca, todos construídos pela Fincantieri. Somando os quatro navios da MSC Cruzeiros produzidos anteriormente pelo estaleiro italiano, o investimento total do grupo chega a aproximadamente € 7 bilhões.

A construção de cada embarcação envolve mais de sete milhões de horas de trabalho e emprega, em média, 2,5 mil pessoas durante períodos de dois a três anos.

Expansão da frota

O EXPLORA I entrou em operação em agosto de 2023, marcando a estreia da marca no segmento de luxo. Já o EXPLORA II foi entregue em setembro de 2024.

O EXPLORA III iniciará suas operações em julho de 2026, enquanto o EXPLORA IV e o EXPLORA V entrarão em serviço ao longo de 2027. O EXPLORA VI, também movido a GNL, tem estreia prevista para 2028.

Voos internacionais no Norte crescem 37,3% no 1º trimestre

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O movimento é impulsionado pela ampliação da oferta de voos, ligações internacionais a partir de capitais como Belém e Manaus e pelo aumento da demanda por viagens de turismo e negócios. Crédito: Gabriel Magacho/Divulgação NOA Belém

A aviação internacional na Região Norte registrou alta de 37,3% no primeiro trimestre de 2026, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos. No período, 53.545 passageiros embarcaram em voos internacionais a partir dos aeroportos da região, frente a 38.988 no mesmo intervalo de 2025.

O crescimento também foi observado na oferta de voos. O número de operações internacionais passou de 607 no primeiro trimestre de 2025 para 682 em 2026, avanço de 12,36%. O desempenho reforça o movimento de ampliação da conectividade aérea do Norte com mercados estratégicos.

Entre os principais terminais, o Aeroporto Internacional de Belém apresentou crescimento expressivo nas decolagens internacionais, passando de 210 voos no primeiro trimestre de 2025 para 276 em 2026, alta de 31,43%. Já o Aeroporto Internacional de Manaus registrou crescimento mais moderado, de 397 para 405 voos no período, variação de 2,02%.

Tomé Franca, ministro de Portos e Aeroportos, avaliou que o resultado consolida o Norte como ponto estratégico na malha internacional brasileira. “Esse crescimento evidencia o potencial do Norte como porta de entrada para o Brasil e como destino cada vez mais conectado ao turismo global. Estamos ampliando a conectividade aérea regional e fortalecendo a infraestrutura para atrair mais visitantes e impulsionar a economia local”, afirmou.

Rotas estratégicas impulsionam expansão

O avanço dos voos internacionais reflete a ampliação de rotas para a Europa, América do Sul e América Central, além do aumento da demanda por viagens de turismo e negócios.

Em Belém, a principal conexão internacional é com Lisboa, em Portugal, responsável por 28% dos voos internacionais da capital paraense. A rota para Zanderij, no Suriname, representa 18,12% das operações.

Em Manaus, Bogotá, na Colômbia, concentra 30,8% dos voos internacionais, enquanto o Panamá responde por 22% das operações da capital amazonense.

Ribeirão Preto amplia Aeroporto Leite Lopes com novo terminal

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Ribeirão preto aeroporto
Expectativa é atender 1,5 milhão de passageiros por ano a partir de 2028. Foto: divulgação/Artesp

O Aeroporto Dr. Leite Lopes, em Ribeirão Preto, iniciou uma nova fase operacional com a entrega das obras de ampliação e modernização do Terminal de Passageiros. A intervenção, acompanhada pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo, recebeu investimento de R$ 48 milhões e prepara o equipamento para atender até 1,5 milhão de passageiros por ano até 2028.

A entrega reforça a estratégia de modernização da infraestrutura aeroportuária paulista, com foco na ampliação da conectividade regional, no estímulo ao desenvolvimento econômico do interior e na elevação do padrão de atendimento aos usuários.

Estrutura triplicada e novos espaços

Com a conclusão das obras, o terminal passou de 3.600 m² para mais de 10 mil m², incorporando novas áreas operacionais e ampliando os espaços de circulação. Atualmente, o aeroporto é o quinto maior do estado em movimentação de passageiros, tendo registrado 728 mil usuários em 2025.

Entre as principais intervenções estão a criação de novas áreas de pré-embarque, desembarque doméstico e internacional, além da implantação de uma passarela climatizada para interligação entre os ambientes. A estrutura existente também passou por retrofit completo, adequando o terminal às demandas futuras de crescimento.

Logística e eficiência operacional

Outro destaque do projeto é a retomada do Terminal de Carga, com início das operações previsto para o segundo semestre de 2026. A iniciativa deve fortalecer a vocação logística de Ribeirão Preto e ampliar a movimentação de mercadorias na região.

A obra foi concluída em um ano e três meses após a aprovação do Plano de Gestão de Infraestrutura (PGI), evidenciando a agilidade do modelo de concessão e a execução dos investimentos previstos.

Sustentabilidade e inovação

Além da expansão física, o novo terminal incorpora soluções sustentáveis, como boulevard sustentável, iluminação inteligente e pontos de abastecimento com energia a biometano. O projeto também se destaca pela arquitetura moderna e pelo uso de madeira em larga escala, alinhando eficiência operacional e responsabilidade ambiental.

A atuação da ARTESP no setor inclui o acompanhamento contratual e a fiscalização dos investimentos realizados pelas concessionárias, assegurando a qualidade das obras e a melhoria contínua dos serviços prestados à população.