A Defesa Civil de São Paulo emitiu um novo alerta para chuvas intensas nesta quinta-feira (15), pelo segundo dia consecutivo, em diferentes regiões do estado. Na quarta-feira (14), um temporal atingiu principalmente a Região Metropolitana de São Paulo e provocou alagamentos, deslizamentos de terra e transtornos à mobilidade urbana. Uma pessoa morreu após um deslizamento na capital paulista.
As maiores precipitações previstas para esta quinta-feira devem ocorrer na Grande São Paulo, Baixada Santista e Vale do Ribeira, onde os acumulados podem alcançar 80 milímetros. No Litoral Norte e no Vale do Paraíba, a estimativa é de até 70 milímetros. Já nas regiões de Campinas e Sorocaba, no interior paulista, os volumes esperados variam entre 50 e 75 milímetros.
Além das chuvas volumosas, a previsão indica possibilidade de rajadas de vento, queda de granizo e descargas elétricas. A Defesa Civil também chama a atenção para o risco de elevação dos níveis de rios e córregos, especialmente em áreas com solo já encharcado pelas precipitações dos últimos dias.
Diante das condições meteorológicas, o órgão orienta os moradores a evitar deslocamentos por vias alagadas e a permanecer afastados de encostas e regiões suscetíveis a deslizamentos. Em situações de risco, a recomendação é procurar abrigo em locais seguros.
Temporal provoca morte e transtornos na capital
Na quarta-feira (14), a intensidade da chuva comprometeu a circulação em diferentes pontos da cidade de São Paulo. Na Brasilândia, bairro da zona norte, uma pessoa morreu em decorrência de um deslizamento de terra provocado pelo temporal.
Segundo a Defesa Civil, foram encaminhados 46 alertas a municípios paulistas sobre os riscos associados às condições meteorológicas. Em um intervalo de apenas três horas, o Corpo de Bombeiros recebeu 11 chamados relacionados a quedas de árvores, 17 ocorrências de enchentes e quatro solicitações por desabamentos na Região Metropolitana.
Entre os locais mais afetados esteve o Túnel do Anhangabaú, na região central da capital. A estrutura ficou completamente alagada, com veículos parcialmente submersos e ocupantes obrigados a permanecer sobre os automóveis enquanto aguardavam condições para deixar o local.
A Prefeitura de São Paulo informou que as seis bombas instaladas no túnel não conseguiram escoar a água devido à intensidade da precipitação. De acordo com a administração municipal, o volume registrado em apenas 40 minutos correspondeu à quantidade de chuva normalmente esperada para 11 dias de outubro.
A gestão municipal também foi questionada pela CNN Brasil sobre a ausência de interdição preventiva do Túnel do Anhangabaú, apesar da previsão de chuva intensa. Um protocolo da Companhia de Engenharia de Tráfego determina o bloqueio de vias historicamente vulneráveis a enchentes e inundações. Até a publicação da reportagem original, a prefeitura não havia respondido ao questionamento.
Os impactos na mobilidade levaram à suspensão temporária do rodízio municipal de veículos durante a tarde de quarta-feira, em razão das dificuldades de circulação provocadas pelos alagamentos.
O transporte sobre trilhos também registrou problemas. Na estação Paraíso, atendida pela Linha 1-Azul do Metrô, a água infiltrou-se pela cobertura e escorreu pelo teto, em meio às fortes precipitações que atingiram a capital.
Outro ponto afetado foi o Parque do Ibirapuera, na zona sul. O lago do espaço transbordou após o temporal, e peixes foram encontrados espalhados pela pista de corrida. As ocorrências evidenciaram a intensidade das chuvas e os impactos sobre diferentes áreas da cidade.

